POLÍCIA
Investigação esclarece crime contra idoso e autor de latrocínio é preso em Cuiabá
POLÍCIA
Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá cumpriram nesta manhã de quinta-feira (06.10) a prisão de um homem de 24 anos, autor de um latrocínio cometido contra um idoso, no início de setembro, na Capital.
A vítima, José Benício dos Santos, de 80 anos, foi encontrada morta dentro de sua residência, no bairro CPA 4, na noite do dia 06 de setembro. Ele estava com um corte profundo no pescoço e foi localizado por uma filha.
Informações apuradas pela DHPP apontaram que no dia do crime, por volta das 16 horas, uma pessoa estranha foi vista no portão da casa de José Benício. Às 18 horas, a mesma pessoa foi vista saindo da residência com uma sacola nas mãos.
Na data, a vítima tinha recebido um valor em dinheiro que não foi encontrado na residência, assim como outros pertences do idoso, inclusive um celular. Na residência, os policiais da DHPP apreenderam uma faca e uma tolha com vestígios de sangue humano.
O inquérito foi instaurado para apuração do crime de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e sem possibilidade de defesa, agravado pelo fato da vítima ser idosa. Contudo, no decorrer da investigação e com os elementos colhidos, os indícios apurados apontaram para um roubo seguido de morte (latrocínio), crime cuja pena pode ir de 20 a 30 anos de condenação.
Investigação
As diligências realizadas na sequência após a análise no local do crime levaram a equipe da DHPP à região conhecida como Zero KM, em Várzea Grande, onde o investigado esteve após cometer o latrocínio em Cuiabá. Ele procurou uma profissional do sexo para um programa e após acertar o valor, a levou a um motel, onde também fez uso de entorpecentes. Em seguida, tentou enforcá-la para se livrar do pagamento do programa, que tentava efetivar com um cartão de crédito, possivelmente da vítima. Após a vítima gritar por socorro, o homem saiu do motel.
A equipe de investigação da DHPP apurou ainda que antes de ir ao motel, o investigado foi a um bar da região, onde encontrou com a garota de programa, e no local ele jogou em uma lixeira uma sacola onde estavam documentos pessoais do idoso, como carteira nacional de habilitação do idoso, e roupas sujas de sangue. O material foi apreendido e depois encaminhado para perícia.
A partir dessas informações reunidas foi possível chegar à identificação do investigado, que foi reconhecido por outras pessoas que trabalham na região do Zero Km.
Criminoso conhecia a vítima
A casa onde ocorreu o crime é cercada por portões e muros altos e o fato da residência não apresentar nenhum arrombamento evidenciaram aos policiais de que o idoso pudesse conhecer o autor do latrocínio, que não teve dificuldade de entrar no local.
Outras diligências no decorrer da investigação apontaram que, aproximadamente um mês antes do crime, José Benício, que morava há quarenta anos no mesmo endereço e querido na vizinhança, havia contratado uma pequena obra em sua residência. O investigado foi o auxiliar da obra e após a conclusão do serviço, o rapaz pediu um valor ao idoso alegando que precisava comprar leite para a filha. Depois disso, o rapaz foi chamado para trabalhar em uma empresa do filho da vítima, demonstrou interesse na oferta, mas não manifestou posteriormente vontade no trabalho.
Testemunhas ouvidas no decorrer da investigação reconheceram o investigado como a pessoa vista caminhando na rua da casa da vítima e depois saindo do local com uma sacola nas mãos. Depois pegou um mototáxi e se dirguiu à região do Zero Km, em Várzea Grande, onde foia bar, consumiu bebida alcoólica e depois contratou um programa com uma profissional do sexo. Em todas as situações, ele foi reconhecido por testemunhas e pela vítima da tentativa de homicídio.
No dia 12 de setembro, o autor do crime se apresentou na DHPP, acompanhado de advogado, e preferiu ficar em silêncio quando foi interrogado sobre os fatos que culminaram no crime.
“Quando interrogado, momento em que poderia esclarecer possível motivação de homicídio, preferiu permanecer em silêncio, o que só reforça a materialidade para o latrocínio. E todos os elementos colhidos no inquérito são contundentes em apontar o investigado como o autor do crime”, explicou o delegado Caio Fernando Albuquerque ao representar ela prisão preventiva à Justiça.
O investigado tem registros criminais por ameaça, lesão corporal contra familiares, roubo, cárcere privado, sequestro e homicídio tentado.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
-
POLÍCIA6 dias atrásPolícia Militar apreendeu mais de 10,1 toneladas de entorpecentes em 2026
-
JURÍDICO6 dias atrásDerrubar canal com eleitores limita mobilização, dizem especialistas
-
JURÍDICO6 dias atrásTSE manda Meta esclarecer restrições a postagens da campanha de Lula
-
ESPORTES4 dias atrásEstudante da Rede Estadual representa Mato Grosso nas Paralimpíadas Escolares em São Paulo
-
POLÍCIA4 dias atrásPolícia Militar prende quatro homens por tentativa de homicídio em Cuiabá
-
POLÍCIA24 horas atrásPolícia Civil recupera no Pará carretas furtadas de pátio de veículos apreendidos em Confresa
-
POLÍCIA4 dias atrásPolícia Civil prende homem investigado por ameaça contra companheira e posse ilegal de arma de fogo
-
POLÍCIA6 dias atrásPolícia Militar utiliza esporte como ferramenta de transformação social na Baixada Cuiabana


