CUIABÁ

MATO GROSSO

Núcleo de Prevenção em Território Indígena é constituído em Cuiabá

Publicados

MATO GROSSO

Foi realizada nesta sexta-feira (30) a primeira reunião do Núcleo de Prevenção em Território Indígena no Distrito Sanitário Especial Indígena em Cuiabá, com a participação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Durante o encontro, foram apresentadas as características da Nota Técnica 8/2010, que trata da organização do fluxo de informações e encaminhamentos das notificações de situações de violência no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do SUS.

Segundo o promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, que representou o MPMT nas discussões, a Nota Técnica faz parte de um processo amplo de organização de políticas públicas visando a diminuição da ocorrência de violências em territórios indígenas. A proposta visa garantir a inclusão desta população nas políticas de enfrentamento à violência e o direito à autodeterminação destes povos, conforme prevê a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Conforme o documento, os Núcleos de Prevenção à Violência nos Territórios Indígenas devem definir uma agenda de reuniões periódicas, sendo compostos por representantes de instituições responsáveis pela proteção da vida e por órgãos e associações ligadas às populações indígenas. O rol de instituições inclui Ministério Público, Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente, Polícia Federal, Secretarias municipais de Saúde, Assistência Social, de Educação e de Esporte e Lazer, instituições acadêmicas, entre outras.

Leia Também:  Obras de arte do artista Victor Hugo tomam conta das trilhas do Parque Mãe Bonifácia

“Eu participei da primeira reunião, mas quem comporá o Núcleo, conforme indicação do procurador-geral de Justiça, será a promotora de Justiça Maria Coeli Pessoa de Lima. Nas próximas reuniões terão continuidade as discussões sobre as estratégias de prevenção e fluxos de acolhimento às pessoas em situação de violência”, adiantou o promotor.

Foto Capa: DSEI/Cuiabá

Fonte: MP MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Arcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza

Publicados

em

Na principal cerimônia religiosa realizada nesta segunda-feira (12) na Catedral Basílica de Aparecida (SP), dia da Padroeira do Brasil, o arcebispo metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, pediu o desarmamento e atenção à fome e aos pobres.

Dom Mário fez as declarações no sermão da missa solene das 9h. Entre os presentes, estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da violência, da solidão. Não pode ficar indiferente diante das famílias feridas, das crianças também feridas, dos jovens sem esperança, dos idosos abandonados. Não podemos ficar indiferentes diante das guerras, da destruição da natureza, e de tantos outros males que nos afetam, que afetam a população do Brasil e do mundo”, destacou o arcebispo no sermão da missa.

Em outro trecho da homilia, o arcebispo pediu o desarmamento e a paz.

“Sabemos que Jesus manda construir a paz. E aqui escutando [o papa] Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós. O evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente, e nem a matar os inimigos”, acrescentou.

Movimentações políticas sobre a padroeira

Após a cerimônia, em entrevista coletiva, Dom Mário foi perguntado se temia que Nossa Senhora Aparecida perdesse o título de Padroeira do Brasil. A polêmica surgiu no mês passado, após a circulação de informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado reprovação ao título de Padroeira com abrangência nacional.

Leia Também:  Agentes de segurança oferecem atividades recreativas a crianças no Hospital do Câncer

O candidato do PL, no entanto, negou que tenha intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira do país.

“Não tenho nenhum temor de que Maria deixará de ter importância que tem na vida do povo brasileiro. O título de padroeira do Brasil foi dado pelo papa em 1930. E proclamado aqui no Brasil, a capital era o Rio de Janeiro, em 31 de maio de 1931. Então já é uma longa data desse título de Maria padroeira do Brasil”, disse.

O arcebispo, no entanto, admitiu haver movimentações políticas “favoráveis e contrárias”, mas ele não quis “fazer cenários” sobre o futuro.

“Creio que as movimentações políticas favoráveis ou não existem hoje e existirão no decorrer dos próximos anos. É claro que existem vários questionamentos daquilo que poderá acontecer no próximo ano, dependendo das eleições do segundo turno. Mas eu creio que, no momento, não cabe a nós fazer cenários que nos assustem ou que destituam aquilo que estamos vivenciando hoje com muita alegria”.

Romeiros

O dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, foi marcado pela visita de milhares de pessoas à Brasílica na cidade de Aparecida (SP), no Vale do Ribeira. De acordo com estimativas dos administradores do santuário nacional, cerca de 150 mil pessoas deverão passar pelo local hoje.

Leia Também:  Dois anos de avanços: Presidente divulga Relatório de Gestão 2021/2022

No período da novena de Nossa Senhora Aparecida, iniciada há dez dias e encerrada ontem (11), cerca de 500 mil pessoas estiveram no santuário.

A missa solene, das 9h, foi a cerimônia mais disputada pelos romeiros e lotou a basílica. Mesmo durante a celebração, os devotos faziam uma grande fila para passar diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, alocada sobre uma passarela.

O romeiro Anderson Roberto Mendes da Costa, de 47 anos, veio a pé, da zona Leste da capital paulista. Caminhou por 172 quilômetros e teve de enfrentar muitas dificuldades para chegar ao santuário.

“Foram cinco dias caminhando. Foi bem penoso. No caminho, a gente pegou chuva de vento, granizo. No terceiro dia, deu muito sol. Foi bem penoso também, o pessoal teve insolação. Teve o pessoal que pegou infecção intestinal, mas graças ao bom Senhor, a gente conseguiu chegar. Mesmo com as dores, mesmo com as tormentas, chegamos todos bem, realizados com as bênçãos que foram conseguidas”, disse.

Rosemeire Alves Araújo Vieira, de 59 anos, veio de Minas Gerais em uma excursão e disse que pedia a Nossa Senhora uma benção especial ao Brasil, no atual momento de eleição.

“Vim agradecer e pedir benção para o nosso país, para o momento em que nós estamos vivendo, com essas eleições. Vim de Belo Horizonte e estar aqui é uma emoção muito grande”, ressaltou.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA