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Auditor substituto Luiz Carlos Pereira passa a representar TCE-MT na Rede de Controle da Gestão Pública

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Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro José Carlos Novelli, designou o auditor substituto de conselheiro Luiz Carlos Azevedo Costa Pereira como representante da Corte de Contas na Rede de Controle da Gestão Pública em Mato Grosso, em substituição ao auditor substituto de conselheiro Moises Maciel.

O colegiado, que congrega 13 instituições de controle e fiscalização nos âmbitos federal e estadual, tem por objetivo promover intercâmbio e ações em conjunto para o combate à corrupção e a melhoria da eficiência das políticas públicas. 

Luiz Carlos Pereira foi empossado auditor substituto de conselheiro em dezembro de 2009. É fundador e 1º presidente da Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros-Substitutos dos Tribunais de Contas do Brasil (Audicon) e membro acadêmico da Academia Mato-grossense de Direito Constitucional e Internacional (AMDCI).

No TCE-MT, já atuou como conselheiro substituto auxiliar da Presidência, foi coordenador da Comissão Especial do Projeto FGV para Todos, docente EAD e Instrutor da Escola de Contas, conselheiro substituto em substituição ao titular da 4ª Relatoria e da 6ª Relatoria, bem como auxiliar junto à Corregedoria Geral. 

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Mestre em Administração Pública e especialista em Direito Público, Luiz Carlos Pereira também atuou como auditor substituto de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará, auditor federal de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU), analista de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e oficial do Exército Brasileiro, no qual chegou ao posto de Capitão.

Além do TCE-MT, integram a Rede de Controle, o Ministério Público de Contas (MPC), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU) e a Controladoria Geral do Estado (CGE), a Polícia Federal (PF), a Advocacia Geral da União (AGU), a Caixa Econômica Federal (CEF), a Receita Federal, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA-MT) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-MT).

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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