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Gestores públicos e servidores são capacitados pelo TCE-MT sobre contratos com Organizações Sociais de Saúde

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Gestores públicos e servidores do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) participaram da capacitação “Contratos de Gestão com Organizações Sociais na Saúde (OSS): Controle e Fiscalização”, realizada pela Corte de Contas entre os dias 21 e 23 de setembro. O curso, online e presencial, atendeu à solicitação do conselheiro Guilherme Antonio Maluf, presidente do Comitê Temático da Saúde.

Divididas em cinco módulos, as aulas foram ministradas no auditório da Escola Superior de Contas e abordaram a Implantação e Gestão do Modelo, Controle e Fiscalização sob a Ótica do Controle Externo, Responsabilização de Agentes Públicos e Dirigentes das Organizações Sociais, Controle e Fiscalização sob a Ótica do Controle Externo (parte II), Controle e Fiscalização nas Compras de Medicamentos.

Na abertura do evento, o supervisor da Escola, conselheiro Waldir Teis, reforçou a agenda da gestão do presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli, que determinou intensificação das ações de capacitação e a incursão em assuntos considerados “espinhosos” no dia a dia da administração pública. 

Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

“Ao mesmo tempo que contratos são espinhosos, a atividade da saúde é muito mais espinhosa ainda. Mas, a partir de hoje muitas dificuldades serão esclarecidas. Ao oferecer este conhecimento, teremos decisões mais adequadas, principalmente para o gestor, que está na linha de frente, contratando, sendo responsável pela ordenação de despesas. Isso traz mais segurança para os contratos firmados com OSS”, disse. 

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O curso integral foi ministrado pelo doutor em Administração Pública e Governo, Flávio Alcoforado; pela especialista em Direito Administrativo, Flávia Toledo; pelo mestrando em Administração Pública, João Bosco Ferreira e pelo doutorando em Direito, Odilon Cavallari. 

“As OSS exercem uma função importante de parceria com o poder público por meio dos contratos de gestão, na concepção de políticas públicas. Portanto, são essenciais para que a população receba determinados serviços que o poder público, por conta própria, não teria condições de prestar diretamente”, explicou Cavallari.

De acordo com o doutorando, capacitações do tipo são importantes porque orientam ao jurisdicionado sobre os cuidados que devem adotar para uma boa gestão e aos órgãos de controle sobre a observância de parâmetros de responsabilização. “Primeiro para não se cometam injustiças e segundo para fundamentar bem suas decisões para que não venham a ser desconstituídas pelo Poder Judiciário”, pontuou. 

Na oportunidade, a vice-prefeita e secretária de Saúde de Apiacás, Fabiana Pessoa, avaliou a iniciativa como estratégica, destacando a aproximação do TCE-MT com os municípios. “É um passo à frente que estamos dando com esses conhecimentos, o que vai fomentar uma gestão muito mais responsável, qualificada e transparente, como deve ser a gestão pública. O tribunal acertou em cheio ao nos oportunizar esse debate”, concluiu.

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Fonte: TCE MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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