MATO GROSSO
Tribunal de Justiça de Mato Grosso debate cultura da paz em seminário estadual
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A promoção da Cultura da paz social, por meio de métodos pacificadores como mediação e conciliação, é o tema central das discussões promovidas pelo Seminário Estadual “Promoção e Cultivo da Paz – Práticas Restaurativas no Estado de Mato Grosso”. O evento é promovido pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) começou na manhã desta quinta-feira (22) e segue até sexta (23), no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
“Neste momento em que o Brasil vive uma polarização precisamos aprofundar essa conversa e a prática nos tribunais da cultura da paz, pois a grande finalidade da justiça é a paz. Se nós não trabalharmos essa cultura de paz nas relações interpessoais, no trato com aqueles que vem buscar a solução de conflitos, a nossa missão não está sendo cumprida. Eu estou feliz de poder participar desse encontro”, declarou a desembargadora Maria Erotides Kneip que representou a coordenadora do NugJur, desembargadora Clarice Claudino, na abertura do evento, que por compromissos anteriores não pode estar presente.
O juiz coordenador do Nugjur e do evento, Túlio Duailib, agradeceu a presença de todos, o apoio da administração do TJMT e parceiros para a realização do evento. “Este momento é muito especial, em que podemos falar sobre a cultura de paz no Estado de Mato Grosso, que vem sendo promovido pelo Poder Judiciário irmanado com outras instituições, e que fomenta um ambiente harmonioso na sociedade”.
“A Justiça Restaurativa não é um trabalho de um só, é de um coletivo. Em Mato Grosso vem sendo coordenado pela desembargadora Clarice Galdino, pelo dr Túlio Duailib e tantos outros. Esta modalidade propõe uma quebra de paradigmas de como trabalhar em cooperação e não em competição”, aponta Penido. “A trajetória construída em Mato Grosso é extremamente significativa e cada vez mais com ajustes finos. Hoje estamos tendo um aprofundamento da parceria do Judiciário com a Educação, que atende uma adaptação do CNJ ao reforçar a importância da sintonia com o campo educacional”. Fonte: Tribunal de Justiça de MT
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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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