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Sala passiva garante acessibilidade virtual no Fórum de Várzea Grande

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A população que acessa o novo Fórum de Várzea Grande, localizado no Chapéu do Sol, pode contar com o apoio do Juízo 100% Digital, por meio da sala passiva – um setor criado especialmente para atender pessoas com dificuldades de acesso à tecnologia ou excluídas digitais, seja para participar de atos processuais, como audiências de outras cidades por videoconferência, seja para obter informações, documentos e orientações pela internet.
 
A sala conta com computador, fone de ouvido, microfone, webcam e outros aparatos que buscam auxiliar os jurisdicionados nas demandas que eles precisarem, além de um servidor à disposição para orientar e ajudar.
 
O juiz Luis Otávio Pereira Marques, diretor do Fórum de Várzea Grande, destaca que o Poder Judiciário se atém à acessibilidade virtual, não só a acessibilidade de instalações físicas e estruturais, quando estrutura e aprimora os serviços prestados pelos fóruns.
 
“A sala passiva é uma grande ferramenta, que se destina não só ao cumprimento de atos de outra comarca, mas também aos excluídos digitais, que não possuem acesso a algum recurso tecnológico, assim como também aqueles que têm o acesso e não sabem manusear”, afirma.
 
Desde que foi instalada no Fórum de Várzea Grande, a sala passiva já atendeu mais de 300 pessoas.
 
O espaço disponibilizado em fóruns das comarcas do Estado é um ambiente de apoio ao Juízo 100% Digital e tem como objetivo promover a inclusão eletrônica do usuário que, por algum momento, ou situação, ou característica, tenha dificuldade para acessar serviços judiciários ofertados no meio virtual.
 
Juízo 100% Digital
 
Inovação no Poder Judiciário de Mato Grosso, o Juízo 100% Digital aproxima cada vez mais a população da Justiça, graças à facilidade que essa modalidade de tramitação processual totalmente eletrônica permite. A parte do processo tem o poder de escolha para que a ação seja realizada de forma remota, o que traz benefícios como celeridade, segurança, economia de tempo e recursos.
 
No Juízo 100% Digital todos os atos processuais são realizados exclusivamente pela internet, desde o protocolo da ação, notificações, intimações, atendimentos, audiências e sessões de julgamento. A tecnologia permite que partes e advogados falem diretamente na secretaria da vara com os servidores ou que tenham audiência com o magistrado. Tudo de forma on-line, dentro do horário de expediente do Poder Judiciário.
 
O agendamento para utilizar a sala passiva do Fórum de Várzea Grande pode ser feito pelo telefone (65) 3688-8485 ou pelo e-mail varzea.grande@tjmt.jus.br.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: foto horizontal colorida da sala passiva do Fórum de Várzea Grande. A sala possui uma divisória de vidro, onde está uma mesa com quatro cadeiras azuis e à frente uma mesa com computador desktop e ao lado um vaso de plantas.
Segunda imagem: captura de tela colorida de entrevista concedida pelo juiz Luis Otávio à TV.JUS. Ele tem cabelos castanhos, veste terno cinza, camisa azul e fala olhando para a câmera.
Terceira imagem: Arte colorida com a marca do Juízo 100% Digital e do Poder Judiciário de Mato Grosso. Uma mão segura um celular aceso onde se projeta a frase Juízo 100% Digital, enquanto a outra mão aponta para o letreiro.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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