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Círculos de Construção de Paz nas escolas públicas de Rondonópolis é destaque na TV Justiça

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Os Círculos de Construção de Paz nas escolas públicas de Rondonópolis (a 212 km ao sul de Cuiabá) foram citados como exemplo de ferramenta de pacificação social em matéria veiculada pelo Jornal da Justiça 1ª Edição, programa de notícias da TV Justiça. Você encontra na íntegra a reportagem aqui. (https://www.youtube.com/watch?v=DjJ7lJ2fHh8#t=13m17s)
 
A inciativa do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Rondonópolis, que tem como coordenador o juiz Wanderlei José dos Reis, difundi mais uma ferramenta da Justiça Restaurativa nas escolas estaduais do município, que conta atualmente com 36 escolas estaduais e 48.379 alunos matriculados.
 
Na entrevista o magistrado destacou ao Jornal da Justiça que a ferramenta visa pacificar conflitos existentes, conscientizando os envolvidos sobre a responsabilidade de cada um para a formação daquele evento danoso, colocando-os em pé de igualdade, fazendo-os refletir sobre a sua contribuição para sua ocorrência e propor soluções através do diálogo.
 
“O Cejusc já realizava há algum tempo os Círculos de Construção de Paz nas escolas estaduais de Rondonópolis, que por conta da pandemia foram suspensos, no inicio deste ano, com a retomada das aulas visitei uma dessas escolas que estava realizado a ferramenta com uma turma de 7º ano e vi toda receptividade dos alunos. Com isso em mente tomei a incitava de estender os círculos a todas as escolas”, relembrou.
 
O coordenador do Cejusc ressaltou ainda que qualquer tema, problema vivenciado no cotidiano dos alunos, seja entre alunos, entre alunos e professores e até mesmo entre professores pode ser objeto da realização do Círculo de Construção de Paz.
 
“Até casos de violência como bullying. Para que isso aconteça todos os envolvidos são chamados, por exemplo, alunos de uma determinada sala de aula, são colocados em um círculo e o facilitador coordena o trabalho. O círculo é pautado no acolhimento e na conscientização, ou seja, todos tem a oportunidade de falar e serem ouvidos e por meio do diálogo uma solução será encontrada para aquele conflito. E por se aplicar em todos os atores do sistema educacional, do porteiro ao diretor da escola, têm o poder de alcançar e transformar positivamente até mesmo o ambiente familiar do participante, já que há uma comunicabilidade entre esses ambientes.”, explicou o juiz.
 
O magistrado destacou ainda que atualmente duas escolas já realizam de forma fixa os Círculos de Construção de Paz. “A meta do Cejusc de Rondonópolis é que todas as escolas da rede estadual de educação local tenham pelo menos um facilitador habilitado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso para a realização dos Círculos. E em um segundo momento pretendemos levar a inciativa a rede municipal de Rondonópolis”.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: Horizontal e colorida. Um print da reportagem. O juiz Wanderlei José dos Reis concede entrevista via videoconferência. Ele usa óculos, terno preto e camisa azul. Foto 2: Horizontal e colorida. Novo print da reportagem, um Círculos de Construção de Paz é realizado em que todos os membros estão sentados em um círculo, ao centro plaquinhas e palavras utilizadas pela ferramenta.
 
Nos links a seguir você pode conferir outras matérias sobre o assunto:
 
 
 
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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