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Poder Judiciário inaugura o terceiro Escritório Social do Estado em Mirassol d’Oeste

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Quando um sonho é sonhado junto é o começo da realidade. Hoje, o Escritório Social de Mirassol d’Oeste não é mais apenas sonho, mas uma ótima realidade.”
Foi assim, parafraseando o escritor Miguel de Cervantes (no célebre livro Dom Quixote), que o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT), juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto sacramentou a instalação do Escritório Social do município, na tarde de sexta-feira (09 de setembro).
 
A cerimônia foi pautada pela emoção, em função do esforço conjunto entre Poder Judiciário, Poderes Executivo e Legislativo Municipal, Conselho da Comunidade, Defensoria Pública e sociedade civil organizada para viabilização da construção da estrutura física do dispositivo, por meio de doações.
 
Durante as falas das autoridades presentes, os representantes das instituições foram unânimes em destacar o trabalho incansável da juíza da Vara de Execução Penal de Mirassol d’Oeste, Sabrina Andrade Galdino Rodrigues, para a concretização e instalação do Escritório Social no município.
 
O coordenador do GMF em Mato Grosso, juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, também elogiou a magistrada e ressaltou a participação popular, possibilitando ao município ser um dos pioneiros na inauguração da importante ferramenta de ressocialização. “Onde temos pessoas com o perfil da doutora Sabrina e contamos com o apoio do Executivo Municipal, a revolução acontece. E é justamente essa toada que buscamos nos município de Mato Grosso.”
 
“Podemos perceber que a sociedade de Mirassol d’Oeste efetivamente abraçou o Escritório Social. Esse abraçamento à família e aos reeducandos é fundamental para garantir a reinserção social das pessoas que hoje estão privadas de liberdade”, explica o coordenador do GMF.
 
Mirassol d’Oeste é a segunda Comarca do interior a receber o mecanismo de apoio e acolhimento aos reeducandos egressos e pré-egressos do sistema carcerário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), totalizando três municípios no Estado com o dispositivo já em funcionamento.
 
A juíza da Vara de Execução Penal de Mirassol d’Oeste, Sabrina Andrade Galdino Rodrigues, se emocionou ao agradecer aos quatro reeducandos presentes na cerimônia, os trabalhadores participaram da construção do prédio. “Esses quatro guerreiros foram fundamentais e fizeram um excelente trabalho. O que fizemos aqui foi plantar uma semente de esperança, de oportunidade. Todos os reeducandos um dia voltarão ao convívio e com o Escritório Social poderão trabalhar, reintegrados à sociedade”.
 
“Essa é uma obra da sociedade miradolense, que começou com o Poder Judiciário, passou pelas tratativas com o Executivo e Legislativo e teve o Conselho da Comunidade como grande parceiro. Não existia orçamento, mas com a força de todos conseguimos doações de empresários e da sociedade em geral para a construção do espaço”, acrescenta a magistrada.
 
O representante dos privados de liberdade também falou aos presentes, agradeceu pela confiança de todos e ressaltou a importância de projetos de ressocialização para a transformação das pessoas. “Isso aqui foi feito por nós, com a mão de obra dos reeducandos. Todos estão sujeitos a errar, o que não podemos é permanecer no erro. Então é muito importante pra gente que acreditem na nossa mudança. A minha família depende do dinheiro desse trabalho, dentro do projeto que participo há dois anos e o Escritório Social agora será um suporte para todos nós.”
 
De acordo com o prefeito de Mirassol d’Oeste, Hector Alvares Bezerra, o Escritório Social ficará marcado pelo trabalho conjunto e pelo empenho de todos. “Tem mão de todo mundo aqui, para que fosse possível essa inauguração. Então eu fico muito feliz que possamos dar uma nova chance a todos aqueles que acabaram por errar.”
 
Escritório Social – O Escritório Social é um equipamento público de gestão compartilhada entre os Poderes Judiciário e Executivo, responsável por realizar o acolhimento e encaminhamento das pessoas egressas ou pré-egressas do sistema prisional e seus familiares. O objetivo é promover a singularização do atendimento, a mobilização de instituições e a formação de redes no território, para assim possibilitar a oferta permanente aos reeducandos e familiares de atendimentos individuais, oficinas e atividades relacionadas ao trabalho, cultura, educação e lazer.
 
A metodologia do CNJ já está em funcionamento na Capital, em Jaciara e agora em Mirassol d’Oeste. O município de Rondonópolis já assinou o termo de adesão ao Escritório Social, enquanto Sinop, Lucas do Rio Verde, Barra do Garças e Primavera do Leste já assinaram a manifestação de interesse à adesão da ferramenta nos municípios.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 01: Foto colorida da fachada do Escritório Social de Mirassol d’Oeste. O prédio está pintado com as cores branco e azul, com a marca do Escritório Social também pintada, com o slogan ‘concretizando direitos’. Imagem 02: Foto colorida da juíza da Vara de Execução Penal de Mirassol d’Oeste, Sabrina Andrade Galdino Rodrigues, discursando aos presentes na inauguração do Escritório Social. Imagem 03: Foto colorida do coordenador do GMF em Mato Grosso, juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto falando ao público. Ele está à frente das bandeiras do Brasil, de Mato Grosso e de Mirassol d’Oeste. Imagem 04:  Foto colorida das autoridades presentes em frente à placa de inauguração do Escritório Social de Mirassol d’Oeste.
 
 
Marco Cappelletti/ Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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