POLÍCIA
PRF promove encontro para vias mais seguras
POLÍCIA
A Polícia Rodoviária Federal, ATC (Associação dos Transportadores de Carga do MT) e SETCARR (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Rondonópolis e região) promoveram um encontro para vias mais seguras.
O encontro aconteceu na última sexta-feira (02), no município de Rondonópolis/ MT. Participaram da reunião representantes de diversas empresas do segmento de transporte de cargas do estado de Mato Grosso.
No encontro falou-se sobre a importância da fiscalização da jornada de trabalho dos motoristas, sobre o uso de substâncias psicoativas e também da manutenção dos veículos e a relação com o índice de acidentes envolvendo veículos de carga.
Entre os anos de 2021 e 2022, ocorreram 1.393 acidentes envolvendo caminhões nas rodovias federais de Mato Grosso, a causa com mais ocorrências foi a colisão traseira. Conforme o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em média cada acidente custa à sociedade cerca de 260 mil reais.
Além disso, há impactos econômicos e sociais, como a demanda por leitos hospitalares, faltas no trabalho, indenizações e gastos materiais. Nesse sentido, a Polícia Rodoviária Federal realiza ações como análise dos acidentes, das vias, identificação dos pontos críticos, incremento das ações fiscalizatórias, tudo isso para reduzir os números de acidentabilidade e suas consequências.
O Superintendente da PRF em Mato Grosso, Inspetor Francisco Élcio, reafirmou a importância de em conjunto chegar a um consenso, uma mudança de comportamento que vai refletir em resultados positivos na redução dos números de acidentes nas rodovias e estradas federais.
O representante da ATC e SETCARR, Miguel Mendes, falou da oportunidade das empresas de transportes repassarem quais os problemas enfrentados nas rodovias, como também da importância da aproximação entre as empresas e a PRF, construindo um modelo de trabalho que possa contribuir para a redução do índices de acidentes nas rodovias.
Ao final do encontro todos assinaram um compromisso por vias mais seguras, se comprometendo a realizar um maior monitoramento da jornada de trabalho, controle sobre a manutenção dos veículos, ofertar cursos aos funcionários e supervisionar com maior rigor o peso da carga transportada. Tudo isso, com a finalidade de que todos utilizem as vias com segurança, evitando comportamentos que causem riscos a si e a terceiros.
Fonte: PRF MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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