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Flamengo empata no Maracanã e perde oportunidade de encostar no Palmeiras

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O Flamengo tinha a oportunidade de diminuir a diferença para o líder Palmeiras para cinco pontos. Chegou a ter um a mais desde os 16 minutos do segundo tempo, mas não conseguiu furar a retranca do Ceará e ficou num frustrante empate em 1 a 1 no Maracanã, com gols de Gabigol, para o Rubro-Negro, e Jô, para os Alvinegros. 

Agora o Rubro-Negro soma 44 pontos e está a sete pontos do Alviverde. Já o Ceará foi a 28 e segue próximo da zona do rebaixamento, mas o resultado foi considerado bom diante das circunstâncias: fora de casa, contra um forte adversário e com menos (Jô foi expulso).

O Flamengo foca as atenções agora para o duelo de volta das semifinais da Libertadores contra o Vélez Sarsfield, na próxima quarta-feira (7), no Maracanã. Como goleou na ida, em Buenos Aires (ARG), por 4 a 0, pode perder por até três gols de diferença que fica com a vaga na decisão. Já o Vozão entra em campo agora somente no próximo sábado (10), quando recebe o Santos na Arena Castelão (CE).

O Flamengo fez um jogo morno no primeiro tempo, pouco inspirado. O único lance de maior perigo foi aos 24 minutos do primeiro tempo, quando Gabigol recebeu na esquerda da grande área e cruzou forte, à meia-altura para Diego, que escorou, mas a bola desviou na zaga e o goleiro João Ricardo defendeu.

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O Ceará abriu o placar aos 43 minutos do primeiro tempo após um contra-ataque fulminante, que começou com uma roubada de bola na defesa, após escanteio do Flamengo, onde Mendoza foi lançado, foi até a linha de fundo e rolou rasteiro para trás, encontrando o experiente atacante Jô, que chutou cruzado para o fundo da rede. Foi o primeiro gol do jogador com a camisa do Vozão.

O gol de empate do Flamengo aconteceu aos sete minutos do primeiro tempo, quando Everton Cebolinha cobrou escanteio da esquerda e Gabigol, bem colocado, escorou de cabeça. Além de ser emblemático por ter sido no dia que completou 200 jogos com a camisa rubro-negra, o tento também foi histórico, pois foi o centésimo do atacante em Campeonatos Brasileiros, se tornando o mais jovem a atingir essa marca, superando Roberto Dinamite na década de 80. Ele está com exatos 26 anos e cinco dias.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 1 X 1 CEARÁ

Competição: Campeonato Brasileiro (25ª rodada)

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) Hora: 11h (horário de Brasília)

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Árbitro: Paulo Cezar Zanovelli da Silva (MG)

Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) / Felipe Alan Costa de Oliveira (MG)

VAR: Igor Junio Benevenutto de Oliveira (Fifa-MG)

Cartões amarelos: Gabigol (2), Ayrton Lucas, Pedro (FLA); Nino Paraíba, Gabriel Lacerda, Zé Roberto (CEA)

Cartões vermelhos: Gabigol (FLA); Jô (CEA)

Gols: Jô, aos 43 minutos do primeiro tempo (CEA); Gabigol, aos sete minutos do segundo tempo (FLA).

Flamengo: Santos, Varela (Matheuzinho), David Luiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Erick Pulgar (Matheus França), Diego (Everton Ribeiro) e Victor Hugo (Vidal); Marinho (Pedro), Everton Cebolinha e Gabigol. Técnico: Dorival Júnior.

Ceará: João Ricardo, Nino Paraíba, Messias (Lucas Ribeiro), Gabriel Lacerda e Bruno Pacheco; Richard Coelho e Richardson (Fernando Sobral); Lima, Vina e Mendoza; Jô. Técnico: Lucho González.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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