MATO GROSSO
Mais uma turma da capacitação O Controle Interno e as Controladorias Municipais finaliza curso nesta quarta
MATO GROSSO
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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Um passo a passo sobre o processo de auditoria no contexto do setor público foi apresentado a controladores internos de 30 municípios durante a quarta etapa da capacitação “O Controle Interno e as Controladorias Municipais”. Realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) por meio da Escola Superior de Contas, o encontro, que teve início na segunda-feira (29), foi encerrado nesta quarta-feira (31).
O objetivo do curso, de acordo com o supervisor da Escola Superior de Contas, conselheiro Waldir Teis, é contribuir para a evolução técnica dos controladores dos Poderes Executivo e Legislativo dos 141 municípios do estado. “Também queremos que eles entendam seus papéis dentro da administração, fazendo não só a fiscalização, mas contribuindo para uma gestão mais eficiente, dentro da regularidade da lei”, disse.
Na ocasião, o conselheiro destacou que a qualificação faz parte de uma série de ações de orientação propostas pela gestão do presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli. “Esta é uma das formas que temos de contribuir com a gestão pública, fazendo com que o tribunal, por meio de seus professores, leve conhecimento ao gestor e aos servidores que o auxiliam.”
As aulas foram ministradas pelo auditor federal de finanças e controle da Controladoria-Geral da União (CGU), Kleberson Roberto Souza, que apresentou um roteiro completo de auditoria, incluindo desde o planejamento individual até o monitoramento. Os exemplos práticos aplicados durante o curso serviram mostrar como esta forma de atuação pode assegurar mais eficácia na gestão dos recursos públicos.
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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“Abordamos desde a fase de planejamento até a elaboração de matriz de riscos e controles, documentação de uma matriz de achados e produção de relatório de auditoria adequado, por exemplo. A metodologia considera muito a parte prática, disponibilizando muitos modelos de documentos para que o controlador chegue na sua realidade e consiga aplicar o que aprendeu”, explicou Kleberson.
O controlador interno de Feliz Natal, Noé Reolon, comentou a importância da capacitação. “Assim fica mais fácil para aprendermos e desenvolvermos esse conhecimento no município, na prática”, disse. No mesmo sentido falou o controlador interno de Vera, Elson dos Santos. “Com isso a gente tem mais segurança para auxiliar o gestor a desenvolver um trabalho realmente eficaz.”
Nesta quarta etapa foram disponibilizadas 50 vagas para servidores de Alto Taquari, Barra do Garças, Cláudia, Denise, Diamantino, Feliz Natal, Gaúcha do Norte, Guiratinga, Jaciara, Juscimeira, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Novo São Joaquim, Poxoreu, Ribeirãozinho, Rio Branco, Santa Carmem, Santa Cruz do Xingu, Santo Antônio do Leste, São José do Povo, São Pedro da Cipa, Serra Nova Dourada, Sinop, Sorriso, Tesouro, Torixoréu, Vera, Vila Bela da Santíssima Trindade.
André Garcia Santana
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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