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Poder Judiciário de Cotriguaçu participa do Agosto Lilás e roda de conversa com Associação

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O Poder Judiciário de Cotriguaçu (950 km a noroeste de Cuiabá) participou na segunda-feira (29 de agosto) da Campanha Agosto Lilás, de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher. A juíza da Vara Única, Erika Cristina Camilo Camin, foi uma das palestrantes no evento “Seminário Agosto Lilás: a rede de proteção e a Patrulha Maria da Penha no enfrentamento a violência contra a mulher”, realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social do município.
 
A juíza também recebeu visita da Associação Pestalozzi na última sexta-feira (26 de agosto) para uma roda de conversa como parte das ações da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.
 
Segundo a magistrada, o evento em alusão ao Agosto Lilás reuniu cerca de 40 mulheres no Centro de Convivência da Terceira Idade. O objetivo foi sensibilizar instituições e as mulheres da sociedade sobre o tema.
 
“No encontro falei sobre a Lei Maria da Penha, seus aspectos práticos, como funciona o ciclo de violência, como se pode pedir uma medida protetiva, quais as funções dos atores no processo seja Polícia, Ministério Público ou Poder Judiciário. Tivemos uma grande participação, muitas dúvidas surgiram principalmente sobre como funciona os mecanismos de proteção da mulher. Muitas relataram a vergonha de denunciar, principalmente em uma cidade pequena em que todo mundo fica sabendo da vida do outro e até por conta disso existe uma subnotificação. Eventos como esse, que reúnem a população e a rede de proteção são importantes para mobilizar, informar e conscientizar para o enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres”, afirmou.
 
Ainda durante o Seminário algumas políticas públicas foram sugeridas. “Sabemos que no interior o efetivo da polícia é menor, não tem tanta política pública para ajudar as mulheres, mas uma das medidas que elas mais gostaram foi a realização dos grupos reflexivos para os homens autores de violência doméstica. Muitos agressores não entendem o que fizeram como algo errado então é uma oportunidade de intervenção que possibilita trabalhar temas como sistema de crenças, mitos e masculinidades”, sugeriu Erika Camin.
 
Outra ação foi a visita da Associação Pestalozzi e seus assistidos ao Fórum, como parte das ações da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, criada pela Lei 14.385/2017, com o objetivo de conscientizar sobre a necessidade da inclusão e do combate ao preconceito e discriminação. Em 2022 o tema foi “Superar Barreiras para Garantir Inclusão”.
 
“Eles visitaram vários órgãos públicos do município, nas quais os alunos puderam conhecer os locais e os trabalhos realizados por cada um. Em uma roda de conversa eles explicaram as dificuldades, as situações que passam e eu aproveitei a oportunidade para passar alguns vídeos institucionais e explicar sobre os direitos de cada um. Ao final eles tiraram dúvidas principalmente sobre benefícios previdenciários. Iniciativas como essa são importantes para a inclusão das pessoas com deficiência e combate a discriminação e o preconceito”, destacou a magistrada.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: Horizontal e colorida. A magistrada está de pé, ela está de camisa rosa e calça preta. Ela fala ao microfone às participantes que estão sentadas nas dependências do Centro de Convivência da Terceira Idade. Foto 2: Horizontal e colorida. A magistrada está de pé perfilada com professoras e alunos da Pestalozzi.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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