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Encontro tem intuito de atualizar manual dos Distribuidores do Poder Judiciário

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Para padronizar as ações dos Distribuidores do Poder Judiciário a Corregedoria-Geral da Justiça em parceria com a Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Escola dos Servidores do Poder Judiciário, realiza nesta segunda e terça-feira (22 e 23/08), o Curso de Manuais de Rotina de Distribuidores, em Cuiabá. Cerca de 60 profissionais de todo Estado trocarão experiências com o intuito de agilizar o andamento dos processos.
 
Segundo o juiz auxiliar da (CGJ), Emerson Luis Pereira Cajango, o manual é mais uma ferramenta para melhorar a prestação dos serviços judiciais. “Um dos pilares da gestão do desembargador Zuquim é a gestão do conhecimento, ou seja, como que a instituição aprende, retém esse conhecimento e o principal, como ela transmite esse conhecimento de um servidor para o outro? Uma das soluções para isso é a padronização com a construção de manuais, um documento que contém as principais informações sobre o que fazer, o que não fazer, quem tem que fazer, custo… Com isso em mente decidimos convocar nossos distribuidores, contadores e partidores das mais variadas Comarcas do Estado para debater, discutir e chegar a um documento em comum que servirá como norte, não só para quem já está no Tribunal, mas para quem entrará na carreira”, avaliou.
 
O coordenador da Corregedoria, Flávio de Paiva Pinto, complementou que no caso dos distribuidores será uma atualização do manual já existente. “A última revisão foi em 2017, de lá para cá muita coisa mudou, naquela época o PJe não existia como hoje, então será um importante serviço de atualização. Com o processo eletrônico se expandindo muitas pessoas acharam que a figura do distribuidor seria extinta, mas o que vimos foi uma reinvenção da carreira”, pontuou.
 
Para a diretora do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), Renata Bueno, os distribuidores fazem hoje um trabalho essencial. “Hoje a distribuição dos processos é feita pelos advogados, contudo são os distribuidores que fazem a classificação e as retificações. Então eles assumiram um papel importantíssimo na qualificação dos dados”, ressaltou.
 
“Ficamos felizes em ver que estão levando em consideração quem atua na linha de frente. Essa atualização veio em boa hora, já que o manual está defasado. Viemos de coração aberto para ouvir e colaborar nessa padronização”, disse a distribuidora da Comarca de Nova Ubiratã, Barbara Nascimento Vieira. A iniciativa também foi elogiada pelo distribuidor da Comarca da Cuiabá, Fabricio Figueiredo Nascimento. “Muito importante que cada colega e cada Comarca falem uma língua só. Muita coisa mudou nos últimos anos e é preciso melhorar e se adequar, para que o processo chegue de forma correta na vara”, afirmou.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: Horizontal e colorida. A esquerda o juiz auxiliar Emerson Cajango e a direita a diretora do Dapi, Renata estão em pé de frente para os participantes do curso, que estão todos sentados na sala de aula.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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