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Treinamento irá uniformizar rotinas de Secretaria e boas práticas na CPE

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Com o objetivo de capacitar servidores e estagiários da Central de Processamento Eletrônico (CPE) ligada à Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT) em rotinas de uma Secretaria desde o andamento processual ao atendimento do público interno e externo foi realizado na quinta e sexta-feira (18 e 19/08), o 2º Workshop CPE – Rotinas de Secretaria e boas práticas. O evento, que acontece de maneira virtual pela Plataforma Teams, é organizado pelo juiz auxiliar da CGJ, Emerson Luis Pereira Cajango (Coordenador da CPE), sua assessoria, gestores e um grupo de servidores da própria CPE, que atuam na área de abrangência do curso.
 
“Esse é um momento impar para a CPE, porque vocês serão inquestionavelmente o futuro, uma Secretaria capacitada para atuar em todo Estado de Mato Grosso. Eu sei que o meu sonho não vai encerrar com a minha gestão na Corregedoria, eu vou carregar ele juntamente com toda equipe da CPE. Acredito muito no resultado que vocês já nos trouxeram e ainda irão apresentar. Estamos encerrando uma proposição de um Provimento elaborado por diversas mãos na Corregedoria, pelos juízes auxiliares, João Thiago, Emerson Cajango e o coordenador da CGJ, Flávio, para que a gente possa fazer a locação dos servidores do Primeiro Grau na CPE. Com a implantação e aceitação da Justiça 4.0 e as criações dos Núcleos, a tendência é que ocorra um esvaziamento das unidade judiciais de processos, e por conta disso, futuramente queremos alocar essa mão de obras para o CPE. Não temos uma previsão disso, mas já estamos nos preparando para que isso ocorra. Este também será um momento importante de uniformização e alinhamento para que possamos seguir adiante”, destacou o corregedor-geral, desembargador José Zuquim Nogueira.
 
Já o auxiliar da CGJ, Emerson Luis Pereira Cajango, ressaltou como a realização deste segundo workshop é um momento especial. “No primeiro o foco era a digitalização do acervo, o que foi uma grande entrega da CPE, agora é a gestão das nossas Secretarias. Começamos assim a entrar no motivo do porque a CPE foi criada, para dar apoio às unidades judiciais, seja no Gabinete ou Secretaria. Um dos pilares do desembargador Zuquim é a gestão do conhecimento, afinal como o TJMT aprende ou repassa esse conhecimento? Exatamente da maneira como estamos fazendo de servidores para servidores em uma única linguagem. É muito importante essa troca de experiência e de informações, afinal a CPE é multiportas e atende uma infinidade de ações. Por isso precisamos nos qualificar e desenvolver nossas competências do saber, para que possamos agir com celeridade. Agradecer a minha assessoria, a Katia, a Gabriela, a Amanda e todos servidores da CPE que se empenharam na elaboração desse segundo workshop. Serão dois dias de muito trabalho, aprendizado e tenho certeza que vamos colher frutos dessa iniciativa”.
 
Para a gestora da CPE, Amanda Andrade de Toledo Perri, o 2º Workshop coroa esse novo momento da Central. “Assim como o Dr. Cajango falou, o nosso foco agora é auxiliar ainda mais as Secretarias nos trabalhos de movimentação processual e expedição de documentos. Dessa forma, é muito importante padronizar e uniformizar as atividades em busca de mais celeridade. Sobre os temas abordados durante o evento, em razão da implantação do Balcão Virtual utilizado por todo o TJMT, destaca-se também as orientações e boas práticas para o atendimento ao público frente a atual realidade, sempre primando pela excelência. Para esse workshop, selecionamos alguns servidores para auxiliar na elaboração e apresentação, com o intuito de compartilhar conhecimento e experiência dos trabalhos. Atualmente somos 66 servidores e estagiários em várias frentes de trabalho e esse intercâmbio é extremamente necessário”.
 
Além da oportunidade de elucidar as dúvidas ao vivo, posteriormente os servidores terão acesso à gravação do referido Workshop no hotsite da CPE (cpe.tjmt.jus.br).
 
CPE – A Central exerce importante papel no contexto jurisdicional do Poder Judiciário. É uma ferramenta de modernização, acessibilidade, celeridade e eficiência na entrega de qualidade técnica dos trabalhos executados pelos servidores, com a efetiva prestação jurisdicional. Ela foi criada oficialmente pela Lei estadual nº 11.126, de 12 de maio de 2020, com a finalidade de atuar no apoio direto à atividade jurisdicional, por meio da alocação dinâmica da mão de obra às unidades judiciárias de Primeiro Grau de jurisdição, e seu funcionamento é regulamentado pela Resolução do Órgão Especial do TJMT nº 09/2020.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Imagem 1: Foto horizontal colorida do print de tela do Worksop onde aparece alguns participantes na sala virtual. No Centro, em destaque fala o dr. Cajango e logo abaixo está o desembargador Zuquim.
 
Larissa Klein  
Assessoria de Imprensa CGJ
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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