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Projeto Nosso Judiciário apresenta Palácio da Justiça a estudantes de Direito da Fasipe

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A sede do Poder Judiciário de Mato Grosso, o Palácio da Justiça, foi apresentada a estudantes de Direito da faculdade Fasipe, de Cuiabá, na tarde dessa segunda-feira (15 de agosto). A iniciativa faz parte do projeto Nosso Judiciário, que busca aproximar o Poder da sociedade, por meio de palestras, visitas e bate-papos com estudantes de nível superior e também em escolas.
 
Turmas do 2º ao 6º semestres conheceram as dependências do Tribunal de Justiça, assistiram a uma sessão de julgamento presencial, visitaram o Espaço Memória e tiveram a oportunidade de conversar diretamente com um dos 30 desembargadores da Corte Estadual.
 
“É uma integração muito grande, uma aproximação do magistrado com a sociedade. Nós desmistificamos aquele pensamento que o desembargador ou o juiz são pessoas inacessíveis. Hoje se trabalha no Poder Judiciário essa aproximação, além de refletir qual o papel que eles desenvolvem para a sociedade”, afirmou o desembargador Juvenal Pereira da Silva, que recebeu os alunos no Espaço Memória e compartilhou um pouco de sua história há 42 anos na magistratura.
 
O desembargador falou sobre a estrutura e composição do Tribunal, sobre as diferentes formas de interpretação das leis, dificuldades em julgar casos criminais, carreiras possíveis na área do Direito, dentre outros assuntos.
 
A acadêmica Isadora Pontes de Arruda e Silva faz estágio na 3ª Vara Cível do Fórum de Cuiabá e só havia tido contato com o segundo grau de jurisdição por meio dos processos que chegam com recursos. Para ela, a visita foi muito preciosa. “Muita coisa que lemos em grau de recurso foi falado na sessão. É muito bom ver isso na prática, ver como os votos são feitos, como funciona a sessão de julgamento. É algo que poucos têm a oportunidade e é muito favorável para nosso aprendizado”, ressalta.
 
A importância do Processo Judicial Eletrônico (PJe), habilidade com novas tecnologias e informática, proteção de dados, crimes cibernéticos e desafios da Justiça para o futuro também foram temas abordados pelo projeto.
 
Os alunos assistiram trecho da sessão de julgamento da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, com sustentação oral de uma advogada por meio de videoconferência. “O Tribunal está sempre de portas abertas, principalmente essa Câmara. Espero que tenha contribuído para o aprendizado de vocês”, disse o presidente do colegiado, desembargador Márcio Vidal.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: Foto horizontal colorida do desembargador Juvenal falando com os acadêmicos no Espaço Memória em plano aberto.
Segunda imagem: Foto horizontal colorida do desembargador Juvenal falando com os alunos. Ele tem expressão séria, olha para a frente, é careca e idoso. À direita dele está o servidor Neif Feguri e à esquerda as bandeiras de Mato Grosso e do Brasil.
Terceira imagem: Foto horizontal colorida da estudante Isadora. Ela é negra, tem cabelos pretos ondulados e usa blusa preta.
Quarta imagem: Foto horizontal colorida da sessão de julgamento assistida pelos estudantes. Eles estão sentados em cadeiras amarelas, no Plenário 4, enquanto os desembargadores e o promotor presentes analisam um processo. Há também uma tela com participantes em videoconferência.
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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