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Cruzeiro fica só no empate com a Chapecoense, mas sobra na liderança da série B

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Na tarde deste sábado (13.08), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, o Cruzeiro pressionou e criou as melhores chances, mas ficou no empate em 1 a 1 com a Chapecoense, pela 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O zagueiro Lucas Oliveira foi quem marcou o gol celeste na igualdade no Distrito Federal.

Após 11 vitórias, este foi o primeiro tropeço do Cruzeiro como mandante na atual edição da Segunda Divisão. O resultado, no entanto, não altera a tabela de classificação: a Raposa segue líder absoluta, com 53 pontos – a 19 do Londrina, primeiro time fora do G4 -, e conta os dias para o acesso à Série A.

O próximo compromisso do Cruzeiro na Série B é contra o Grêmio (3° colocado, com 43 pontos). A partida válida pela 25ª rodada ocorrerá na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, às 16h do próximo domingo (21.08).

O jogo

O Cruzeiro iniciou a partida com o volume que lhe é costumeiro. A equipe de Pezzolano buscava conservar a posse de bola e agredir a Chapecoense desde o início. No entanto, aos 5 minutos, um baque: em lance de passividade da defesa após cobrança de lateral, a Raposa cedeu espaço para Felipe Ferreira finalizar de fora da área. A bola morreu nas redes de Rafael Cabral:

A postura celeste após o gol sofrido não mudou. Um cruzamento de Matheus Bidu foi desviado e quase parou nas redes. O Cruzeiro tentava transpor uma Chapecoense organizada defensivamente com as linhas mais baixas e encontrava bons passes entre essas linhas, mas pecava especialmente nos gestos técnicos no ataque.

Na metade do primeiro tempo, Pezzolano inverteu os alas, assim como na vitória de virada contra o Londrina. Bidu passou a ocupar o corredor direito, enquanto Bruno Rodrigues caiu pela esquerda. Com a mudança, o Cruzeiro passou a invadir mais a área pelo lado esquerdo, mas seguia com dificuldades para criar ocasiões claras de gol.

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Na reta final, a Raposa se lançou ainda mais ao ataque, enquanto a Chape priorizava uma forte proteção à área. Principalmente com chegadas pelos lados e cruzamentos, o time de Pezzolano se aproximava da meta catarinense. Bruno Rodrigues era quem mais tomava iniciativa a partir do um contra um, mas não foi o suficiente para igualar o placar na etapa inicial.

Segundo tempo

No intervalo, Pezzolano promoveu uma estreia no Cruzeiro: Wesley Gasolina entrou na vaga de Matheus Bidu. Logo nos primeiros minutos, Bruno Rodrigues fez bela jogada individual pela esquerda e cruzou rasteiro. A bola atravessou a área para finalização perigosa de Gasolina, que originou um escanteio. Em seguida, mais um remate do Cruzeiro obrigou boa defesa de Saulo.

Aos 3 minutos, a pressão surtiu efeito: Oliveira aproveitou cobrança de escanteio de Chay para cabecear firme para o fundo das redes: 1 a 1. O Cruzeiro seguia com iniciativa total e, logo após o gol, voltou a forçar defesas do goleiro da Chape com um cruzamento e uma finalização de fora da área de Bruno Rodrigues.

A pressão seguia. Com cada vez mais ímpeto – e jogadores no ataque – para buscar a virada, a Raposa rondava a área do time catarinense à procura do segundo gol. O decorrer da etapa complementar, no entanto, “esfriou” as subidas celestes. Aos 23 minutos, inclusive, Bianqui obrigou bela defesa de Rafael Cabral com chute de média distância.

Nesse instante, Pezzolano atendeu aos pedidos da torcida no Mané Garrincha e colocou Edu e Rafa Silva nas vagas de Luvannor e Daniel Júnior, respectivamente. Pouco depois, Chay deixou o campo para o retorno de Willian Oliveira. As novas mexidas alteraram pouco o cenário do jogo, e o Cruzeiro seguiu com dificuldades para produzir ofensivamente – ainda que nada sofresse no aspecto defensivo.

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Já aos 40 minutos, Rodolfo entrou na vaga de Neto Moura. Na base do “ataque total”, a Raposa lançou vários jogadores à frente em busca do gol de desempate e chegou a alcançá-lo nos acréscimos, com Bruno Rodrigues, mas o lance foi invalidado, já que o atacante empurrou a bola para as redes com a mão esquerda. O empate com a Chape foi o primeiro tropeço do Cruzeiro como mandante nesta Série B.

CRUZEIRO 1×1 CHAPECOENSE

Cruzeiro

Rafael Cabral; Zé Ivaldo, Lucas Oliveira e Eduardo Brock; Bruno Rodrigues, Machado, Neto Moura (Rodolfo) e Matheus Bidu (Wesley Gasolina); Daniel Júnior (Rafa Silva), Chay (Willian Oliveira) e Luvannor (Edu).        Técnico: Paulo Pezzolano

 

Chapecoense

Saulo; Ronei, Léo, Xandão e Fernando; Pablo Oliveira (Marcelo Freitas), Matheus Bianqui e Darlan (Frazan); Felipe Ferreira (Thomás), Alisson (Kevin) e Willian Popp (Chrystian).                                                                                 Técnico: Marcelo Cabo

Motivo: 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro

Data: sábado, 13 de agosto de 2022

Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília

Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (Fifa/DF)

Assistentes: Lucas Costa Modesto (DF) e Leila Naiara Moreira da Cruz (Fifa/DF)

VAR: Márcio Henrique de Gois (SP)

Gols: Felipe Ferreira (Chapecoense, aos 5′ do 1°T); Oliveira (Cruzeiro, aos 3′ do 2°T)

Cartões amarelos: Pablo Oliveira, Léo, Saulo (Chapecoense)

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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