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Athletico derrota o Galo em BH e se mantém no G4
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Neste domingo (07.08), o Athletico conseguiu uma vitória muito importante, pelo placar de 3 a 2, fora de casa contra o Galo e se consolidou no G4 com 37 pontos. Vários jogadores, como Terans, nem viajaram para Belo Horizonte, mas mesmo assim, o Furacão jogou com uma defesa impecável, ganhou bem no Mineirão e volta para Curitiba com mais três pontos na bagagem pelo Brasileirão.
Visando os confrontos decisivos das quartas de final da Libertadores durante a semana, as duas equipes iniciaram o jogo com equipes mistas neste confronto pelo Campeonato Brasileiro. Dentre os atletas que começaram jogando, apenas Bento foi o único titular no Mineirão, tanto assim que Erick levava a faixa de capitão no braço.
Em busca da consolidação no G4 do Brasileirão, o Athletico iniciou a partida se defendendo bem e tentando sair no contra-ataque.
Jogando com Bento no gol, Orejuela e Pedrinho nas laterais, Nico Hernández e Matheus Felipe na zaga, Erick, Alex Santana e Vitor Bueno formando o meio de campo, Pedrinho e Rômulo caindo pelas pontas e Vitor Roque no ataque. Os mineiros tentavam ir para cima, vindo de uma sequência ruim de resultados, mas não conseguiam ser efetivos.
A partida estava morna, com poucos ataques realmente efetivos do Atlético Mineiro, e o Furacão ia conseguindo controlar bem as jogadas ofensivas da equipe adversária.
Os dois times não conseguiam impor velocidade na partida e o gramado também não colaborava no Mineirão, muito desgastado.
Até que Sasha sofreu uma falta na entrada da área pelo lado esquerdo. Aí, Nacho Fernández conseguiu colocar a bola na cabeça do zagueiro Igor Rabello, dentro da pequena área, para abrir o placar para os mineiros.
O Athletico iniciou o segundo tempo sem alterações realizadas pelo técnico Luiz Felipe Scolari, e, ainda no comecinho, Vítor Roque, antes do primeiro minuto de partida finalizar, realizou uma verdadeira pintura.
O atacante dominou a bola fora da área, abriu o espaço com um drible e bateu na gaveta, sem chances para o goleiro Everson.
Um golaço e 1 a 1 no placar. O Galo começou a pressionar, após o empate, e foi recompensado com um gol de Pavón que bateu dentro da área, sem chances para Bento defender, colocando os mineiros novamente na frente.
Mas a alegria durou pouco, em uma ótima jogada de Alex Santana no meio-campo, menos de 2 minutos após o gol, encontrou Orejuela passando em velocidade pela lateral. Tá em choque? Vitor Roque mais uma vez empatou para o Furacão entrando de primeira e marcando após cruzamento do cruzamento milimétrico, de primeira, do lateral.
Fonte: Agência Esporte
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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