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Ministro da Educação visita MT e Wellington quer garantir curso de Medicina em Barra

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Membro da Comissão de Educação do Senado, o senador Wellington Fagundes (PL) convidou prefeitos e lideranças da região do Vale do Araguaia para conversar com o ministro da Educação, Victor Godoy, visando avançar no projeto para instalação do curso de Medicina. Godoy estará em Cuiabá nesta terça-feira, 2, para participar da cerimônia de abertura do Seminário de Educação Infantil e Seminário de Educação de Mato Grosso. 

Segundo o senador, o ministro Victor Godoy já se manifestou favorável a implantação de um curso de Medicina em Barra do Garças, dentro do esforço para o avanço do ensino superior no Estado, que deverá prosseguir com o trabalho visando a implantação da terceira universidade federal no Estado. 

“Agora, juntos, precisamos firmar esse compromisso, nesse encontro em Cuiabá com o ministro, que tem se mostrado entusiasta desse projeto” – disse, ao destacar que também está trabalhando para implantação do campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia em Água Boa. 

A exemplo da conclusão das obras do anel viário de Barra, o curso de Medicina é considerado também uma das principais reivindicações da população local. Esse curso beneficiará toda a região do Araguaia, pela oferta de vagas aos jovens e principalmente pela ampliação do atendimento em saúde pública, já que as universidades possuem estágio obrigatório.

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Durante a visita do ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, a Barra do Garças, o senador Wellington Fagundes lembrou que no passado a população se referia ao Vale do Araguaia como “Vale dos Esquecidos”. Essa realidade, no entanto, mudou. “Com um trabalho imenso de todos, hoje aqui se chama ‘Vale do Desenvolvimento’ por tudo aquilo que está acontecendo” – disse.

Wellington destacou, entre outros, o cuidado social com a implantação da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), cuja ligação, entre a Ferrovia Norte-Sul e a cidade de Água Boa, já tiveram início. Também enfatizou o trabalho que vem sendo feito para garantir a pavimentação da BR-158, em toda sua extensão, assim como a viabilização da BR-080.

Fonte: Política MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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