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Tribunal de Justiça inaugura espaço de convivência em homenagem à servidora

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Foi inaugurado na tarde desta segunda-feira (25 de julho) o Espaço de Convivência Keity Marrone, na área interna do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Onde ficava o antigo restaurante. O nome do espaço é uma homenagem à servidora falecida Maria Catarina de Figueiredo Silva, mais conhecida como Kati e depois Keity, muito querida pelos colegas no período em que trabalhou no Poder Judiciário de Mato Grosso – de 1984 a 2015.
 
O apelido foi criado por ela própria, ao se apresentar como “Keity Marrone” como forma de brincadeira, fazendo alusão à personagem de uma série policial dos anos 1980.
 
A presidente do TJMT, desembargadora Maria Helena Póvoas, participou da solenidade e destacou a proximidade da atual administração com os(as) servidores(as) que colaboram com os trabalhos da Justiça.
 
“É uma satisfação muito grande inaugurar um espaço que doravante poderemos fazer isso com outros servidores. Fico muito feliz de ter sido eu a precursora de inaugurar esse novo espaço. Espero que meus sucessores deem continuidade para que seja um local de homenagem a servidores e servidoras como a Keity. Ela abre um caminho de bastante glória para todos nós”, discursou.
 
A presidente relembrou atitudes engraçadas de Keity, como chamar a todos carinhosamente de ‘majestade’ e trazer bocaiuvas, fruta típica cuiabana, de presente para os colegas. “Começamos com uma figura ímpar. Era uma pessoa amável, querida, que cultivava e distribuía o amor de forma espontânea. Ela deixou em cada um de nós plantada a semente da solidariedade e o carinho com o próximo”, destacou.
 
O local escolhido para a homenagem era onde ela se sentava, apreciava as plantas e fumava um cigarro. O filho de Keity, Amarildo Gonçalo, também é servidor do Tribunal de Justiça e lembra com carinho a presença da mãe pelos corredores do Palácio da Justiça.
 
“Agradecemos essa homenagem tão grande do Poder Judiciário e dos amigos, em um espaço onde representa muito aquilo que ela é. Passo por aqui todo tempo e isso me traz a lembrança das coisas que ela fez por mim e para todo mundo aqui. Minha mãe era muito caridosa, não distinguia as pessoas por cargo, credo ou cor. Tanto uma pessoa humilde quanto um desembargador, o tratamento era o mesmo. A simplicidade dela se tornou um legado”, afirma o filho da servidora homenageada.
 
A servidora Ivone Regina Marca trabalhou com Keity por mais de seis anos, na área de serviços gerais. “Falar de Keity agora é retroceder 20 anos atrás. Nessa retrospectiva, lembro dela com essa particular maneira de ser que encantava, que deixou esse legado lindo, de se aproximar do outro com carinho, emoção e amor. Era um amor que exalava, que transbordava em um sorriso fácil”, se recorda Ivone, emocionada.
 
Keity foi servidora do Poder Judiciário por 31 anos, começando a trabalhar no regime CLT antes mesmo da Constituição Federal (1988). Ela foi digitadora no gabinete da desembargadora Shelma Lombardi de Kato, atuou no gabinete do desembargador Odiles Freitas de Souza, trabalhou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ocupou o cargo de chefe de manutenção e zeladoria do Departamento Administrativo, foi também chefe de andamento de autos do Departamento do Conselho da Magistratura e, por fim, gestora administrativa do Departamento de Pagamento de Pessoal até a data de seu óbito.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: Foto horizontal colorida do descerramento de placa do Espaço de Convivência Keity Marrone. À esquerda, o filho e o viúvo da servidora homenageada seguram o tecido azul e à direita a presidente Maria Helena segura o fio que sustentava o tecido tampando a placa.
Segunda imagem: Foto horizontal colorida da presidente Maria Helena discursando ao microfone. Ela veste blusa floral, brinco floral e à sua frente está uma tela onde é projetada uma imagem de Keity.
Terceira imagem: Foto horizontal colorida do servidor Amarildo falando ao microfone. Ele está diante de um púlpito de acrílico, veste terno preto, é careca e usa óculos. Diante dele há várias pessoas em pé assistindo à solenidade.
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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