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Autor de homicídio cometido em barbearia em Guarantã do Norte é preso no Pará

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O segundo irmão, procurado por participar de um homicídio em uma barbearia na cidade em Guarantã do Norte (715 km ao norte de Cuiabá), foi preso na sexta-feira (19.07), no Estado do Pará, durante troca de informações entre as Policiais Civil para cumprimento de mandado judicial.

O foragido teve a prisão preventiva decretada peja Justiça do Estado de Mato Grosso, após investigação da Delegacia de Guarantã do Norte, para apurar o crime ocorrido no mês de maio.

Durante diligências para identificar o paradeiro do suspeito, foi descoberto que ele estava residindo no município de Uruará, no Estado do Pará, que fica aproximadamente 1.000 quilômetros de Guarantã do Norte.

Conforme o delegado Lucas Lelis Lopes, a Polícia Civil recebeu denúncias anônimas, pelo número 197, dando conta do local onde o foragido estava, com detalhes sobre a casa, do trabalho e a rotina que o mesmo levava.

Então foi solicitado apoio à Polícia Civil do Pará, a qual efetuou a prisão do investigado em cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela Comarca de Guarantã do Norte.

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“A investigação foi concluída e os dois irmãos foram indiciados por homicídio qualificado pelo motivo torpe, pelo emprego de meio cruel e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A motivação foi vingança, bem como o primeiro irmão já havia sido preso em flagrante na época dos fatos”, pontuou o delegado.

Lucas Lelis Lopes também destacou a importância da contribuição da população, com denúncias anônimas sérias como esta, que são fundamentais para o bom desempenho do trabalho da Polícia Civil e reflete a credibilidade que a instituição possui junto à sociedade.

O crime

O homicídio ocorreu na noite do dia 05 de maio, em uma barbearia no bairro Cidade Nova, onde Nelson Favoreto, de 43 anos, foi morto após ser surpreendido por dois irmãos armados com uma faca.

A vítima estava sentada esperando para cortar o cabelo, momento em que os suspeitos, entraram no salão, já cercando e desferindo os golpes de faca. A vítima tentou se defender, porém, foi a óbito no local.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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