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Polícia Civil requere exumação do corpo de bebê para esclarecer causa de morte em Vila Rica

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A Polícia Civil em Vila Rica, região Noroeste do Estado, requereu a exumação do corpo de um recém-nascido para a realização de exames periciais, que possam apontar a real causa de sua morte. A criança faleceu nesta semana, em um hospital da cidade, aos 25 dias de vida.

O delegado de Vila Rica, Diogo Jobane, instaurou um auto de investigação preliminar depois que a mãe da criança relatou à Polícia Civil a morte do filho.

Ela disse que no dia 03 de julho estava alimentando o bebê que, mesmo assim, não parava de chorar e procurou a unidade de prontoatendimento, no período da noite. O médico plantonista a informou que estava tudo bem com a criança e que seria normal apresentar tal situação até os seis meses de nascido. O profissional passou um remédio para cortar o vômito que a criança apresentava e uma injeção e liberou o paciente. A mãe alega que quando chegou à sala do profissional, ele estava jogando e não deu atenção à criança.

Horas mais tarde, a mãe relata que o filho estava com a respiração falhando e colocando a língua para fora. Ela procurou novamente o hospital, onde chegou às 01h30, e foi atendida pelo mesmo médico, que solicitou a ministração de aerossol na criança e a internação. A mãe relata que o quadro clínico do filho somente se agravou e, na terça-feira, ele foi a óbito.

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O delegado explica que a exumação requerida à Justiça é necessária para esclarecer a causa da morte, uma vez que o corpo do bebê foi liberado pelo hospital sem que fosse realizado o exame de necropsia.

A exumação será realizada nesta sexta-feira (08.07) e após o resultado do exame realizado pela Perícia Técnica e Identificação Oficial (Politec), o delegado Diogo Jobane realizará outras diligências e ouvirá também a equipe de profissionais do hospital.

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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