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Mato Grosso tem queda no registro dos casos de Feminicídio em 2022

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Mato Grosso registrou 18 casos de Feminicídio de janeiro a maio de 2022 no Estado. De acordo com a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o número representa queda de 5% nos casos registrados, em comparação ao mesmo período do ano passado.
 
Em números totais, o Estado registrou 43 casos de Feminicídio em 2021. No mesmo período, o país registrou 1341 casos de homicídios praticados contra mulheres em decorrência do gênero das vítimas. O levantamento foi realizado pelo 16º anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta terça-feira (28 de junho).
 
 
Para divulgar e combater os casos de ações penais de violência contra a mulher, a Cemulher disponibiliza em seu hotsite o mapa de casos registrados de violência doméstica no Estado, dividido por Comarca. Até maio de 2022, foram registrados 1.556 casos. A Comarca da Capital lidera os registros com 383 registros, em segundo lugar está a Comarca de Primavera do Leste, com 88 casos, e em terceiro a Comarca de Várzea Grande, com 77 casos registrados. Em 2021 foram registrados 4.256 casos por todo Estado.
 
 
 
SOS Mulher MT – Botão do Pânico Virtual – O aplicativo completou no mês de junho um ano de funcionamento e permite o acesso ao Botão do Pânico, uma espécie de pedido de socorro no formato virtual, quando o agressor descumpre a medida protetiva. A presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Póvoas, e o delegado-geral da PJC-MT, Mário Dermeval, apresentaram as informações e novidades para a ferramenta durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (24 de junho).
 
Onde baixar o aplicativo – O aplicativo é gratuito e está disponível nas lojas PlayStore e AppStore nos telefones e tablets.
 
Além do aplicativo, a parceria entre Governo do Estado e Poder Judiciário lançou o site ‘Medida Protetiva On-line’, que possibilita à mulher vítima de violência solicitar a medida protetiva sem a necessidade se deslocar até uma delegacia.
 
Clique neste link para acessar o site ‘Medida Protetiva On-line’. (https://sosmulher.pjc.mt.gov.br/)
 
Estatística – De acordo com o Sistema Omni, da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, os números de medidas protetivas de urgência são crescentes ao longo dos anos.
Em 2019 foram 7.926 autorizações de medidas protetivas; em 2020, 8.184 e em 2021 foram concedidas 10.268. Até 22 de junho de 2022, o Judiciário concedeu 4.902 medidas protetivas de urgência.
 
Nº de mulheres que estão usando o Botão do Pânico Virtual em MT: 3.673
Nº de acionamentos do Botão do Pânico Virtual desde o lançamento: 231
Nº de medidas protetivas concedidas em MT, de janeiro a 23 de junho de 2022: 4.902
Nº de medidas protetivas solicitadas on-line pelo SOSMULHER: 84
Ações penais de violência contra a mulher em MT, em tramitação de janeiro a 23 de junho de 2022: 1.752
 
Demais estatísticas podem ser obtidas no hotsite da campanha Quebre o Ciclo.
 
Marco Cappelletti/ Ilustração: Freepik
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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