MATO GROSSO
Alto Garças sedia roda de conversa sobre o Projeto Cibus
MATO GROSSO
Pequenos produtores, professores, gestores municipais, empresários e servidores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) participaram na sexta-feira (24), no município de Alto Garças (a 367 Km de Cuiabá), de uma roda de conversa sobre o “Projeto Cibus – Você tem fome de quê?”. A condução das discussões ficou a cargo do promotor de Justiça que atua no município, Fabricio Miranda Mereb.
“A roda de conversa começou com debates sobre o projeto, mas se aprofundou muito mais. Discutimos vários assuntos, entre eles, a estruturação das famílias, criminalidade, valorização do trabalho e o perfil profissional exigido para o mercado. Foi uma roda de conversa bem eclética”, destacou o promotor de Justiça.
Segundo ele, em Alto Garças praticamente não existe agricultura familiar. As hortas se limitam aos quintais das residências. “Esse é um projeto de reposicionamento do Ministério Público do Estado de Mato Grosso como um órgão construtor, e vai muito além do combate à fome ou escassez de produtos no município. Será uma oportunidade para contribuirmos para formação de outras mentalidades”, acrescentou.
O objetivo das rodas de conversa que estão sendo realizadas nos municípios em que o projeto será implementado é discutir estratégias locais para a preservação da segurança alimentar e o combate à fome, além do fortalecimento da agricultura familiar e a produção sustentável.
Em Alto Garças cerca de 25 pessoas participaram da discussão. Roda semelhante foi realizada este mês em Sorriso. Também estão previstas discussões em Cuiabá, Barão de Melgaço, Colniza, Vila Bela da Santíssima Trindade e Apiacás.
Fonte: MP MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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