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Programa “Explicando Direito” traz autor de livro sobre sua experiência ao viver em situação de rua

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O que leva uma pessoa viver na rua? Essa pergunta é o que norteou o trabalho do pesquisador Juliano Batista dos Santos, autor do livro “Errantes Urbanos – Funções Corporais e Táticas de Sobrevivência dos Moradores de Rua em Cuiabá”. Ele falou sobre a obra no 2º episódio do Programa “Explicando Direito”, fruto da parceria entre a Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e a Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O programa já está disponível no Canal do TJMT no YouTube.
 
Para escrever o livro, Juliano escolheu conviver com essas pessoas “se tornando uma delas”. Durante um período ele foi viver nas ruas, conhecer as histórias e ter suas próprias vivências. Entre as suas observações e experiências, o pesquisador conta que entre as principais razões que levam pessoas a irem para as ruas estão fracasso escolar, ao desenvolver competências para o trabalho e para a vida, o desemprego, baixos salários e o machismo estrutural.
 
Drogas – Longe de serem a causa da migração para as ruas o consumo de álcool e outras drogas é visto pelo pesquisador como algo que surge na transição. “Apesar de publicações oficiais colocando a dependência química como uma das causas dessas irem para as ruas, não é o que pude perceber na convivência com eles. A dependência química ocorre na transição entre as pessoas deixarem a casa e irem para a rua”.
 
Juliano Batista dos Santos é doutor e mestre em Estudos de Cultura Contemporânea pela Universidade Federal de Mato Grosso. Atualmente, é professor efetivo de Filosofia no Instituto Federal de Mato Grosso, no Campus Cuiabá. Ainda é criador e coordenador da ação filantrópica Café Solidário, que oferece café da manhã, aos sábados, para população em situação de rua na Praça Alencastro, em Cuiabá.
 
 
ParaTodosVerem: Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. 
Fotografia quadrada e colorida. Na lateral esquerda o ícone de play acompanhado do texto: /tjmtoficial. Na parte superior central o logo do Programa Explicando Direito, a foto do convidado: Juliano Batista dos Santos, acompanhados do texto: Professor-doutor: Juliano Batista dos Santos. Assista agora! 2º Episódio. Assina a peça o logo do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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