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Polícia Civil lança nova versão de Sistema GEIA integrado ao Ministério Público e à Politec

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A nova versão do Sistema Geia, desenvolvido pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação (COTI) da Polícia Civil de Mato Grosso, entrou no ar nesta quarta-feira (22.06), trazendo três novas funcionalidades, dentre elas a integração com o Sistema SIMP do Ministério Público Estadual (MPE).

As outras duas atualizações são a leitura biométrica associada diretamente à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), facilitando o trabalho policial na identificação de pessoas e a tela de “notificações e pendências” que mostram ao servidor os seus procedimentos pendentes no sistema.

O coordenador da COTI, Fábio Arruda Goés Ferreira, o novo sistema traz grandes mudanças, como a integração ao Sistema SIMP, que facilitará e garantirá a agilidade e qualidade do inquérito policial eletrônico. 

Com a integração ao sistema do Ministério Público haverá mudança no fluxo de tramitação dos procedimentos policiais, nos casos de cota e dilação, o processo no PJe será tramitado diretamente entre MP e Polícia Civil até que seja oferecida a denúncia ou manifestado pelo arquivamento, ocasião em que o fluxo será desviado para apreciação do magistrado. 

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“Nessa nova versão, a tramitação do fluxo do inquérito mudou tramitando direto entre a Polícia Civil e o Ministério Público e ainda que a movimentação indique a necessidade de atuação de uma das instituições, todos os documentos estarão disponíveis no PJe para acompanhamento do magistrado vinculado ao processo”, explicou Fábio. 

A atualização do sistema também traz como nova funcionalidade a validação biométrica direto na Politec, o que permite que as pessoas que tenham a biometria coletadas sejam imediatamente identificadas, se cadastradas no sistema da unidade de perícia. 

A terceira atualização que o sistema disponibiliza é a tela de notificações e pendências que permite que os servidores dentro do Sistema Cartorium verifiquem as pendências dos seus procedimentos em andamento, garantindo que nenhuma etapa seja esquecida e a qualidade dos trabalhos realizados. 

Para o delegado-geral, Mário Dermeval Aravechia de Resende, a finalização e a entrada em funcionamento da nova versão do Geia é resultado de um trabalho incansável da COTI para trazer melhorias e novas integrações, em busca de um sistema de excelência de investigação e gestão policial. 

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“A Polícia Civil lança a nova versão do GEIA, agora com uma mudança muito mais significativa, trazendo uma evolução que certamente transforma o sistema utilizado em Mato Grosso mais eficiente e uma das melhores ferramentas tecnológicas do país”, destacou o delegado-geral.

Fonte: PJC MT

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Polícia Civil participa de evento nacional de combate ao narcotráfico em encontro técnico em Brasília

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A Polícia Civil de Mato Grosso participa nesta semana do primeiro Encontro Técnico da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc) e da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe), em Brasília (DF). O evento é realizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), reunindo unidades especializadas das polícias civis e militares dos 26 estados e do Distrito Federal. 

Mato Grosso conta como representantes o delegado de policia, Wilson Cibulski Junior, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e o investigador, Eduardo Bittencourt, chefe de operações da unidade.

Criadas em 2024 e coordenadas pela Senasp, a Renarc e a Renoe têm como objetivos o intercâmbio de experiências, a difusão de boas práticas e a construção de protocolos para atuação conjunta. Por meio delas, o MJSP busca aprimorar a repressão qualificada, desarticular estruturas criminosas complexas e aumentar os resultados operacionais em todo o País. O encontro, promovido pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), busca o alinhamento de estratégias, a padronização de procedimentos e o fortalecimento da interoperabilidade entre as unidades especializadas.

Durante a abertura, o diretor da Diopi, José Anchieta Nery, destacou a importância do engajamento de diferentes operadores de segurança pública na construção de estratégias integradas de combate ao crime. “Devemos ter uma atenção especial ao papel da União como articuladora institucional. Mas também é importante compreender que vivemos em uma Federação enorme. Por isso, é necessário que todos participem desse debate, com alinhamento e profissionalismo”, afirmou. “A integração acontece ao deixar de lado as vaidades institucionais, para visar à finalidade do bem comum”, acrescentou.

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Paradigmas e transversalidade

Na esteira das mudanças de paradigmas consideradas necessárias, Anchieta ressaltou a importância da participação de mulheres em posições de liderança na segurança pública. “É importante criar, nas nossas unidades de trabalho, um ambiente cada vez mais favorável à chegada de mulheres em posições de liderança. Quando se trata de combate ao crime organizado e ao narcotráfico, também precisamos receber mais mulheres, especialmente em cargos de liderança”, disse.

O coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado da Diopi, Getúlio Monteiro, enfatizou a necessidade de atuação conjunta entre as redes, com respeito às suas atribuições. “A Renarc, com a Polícia Civil, e a Renoe, com a Militar, se fortalecem dentro das suas especificidades, com o diferencial de serem efetivamente ouvidas. Não fazemos nada sozinhos. Por isso, a busca por essa transversalidade, que é traduzida por meio do contato direto entre as redes. Assim, potencializamos, cada vez mais, o nosso fluxo de informações e o trabalho em conjunto”, concluiu.

Atuação

A Renarc tem como objetivo integrar as polícias civis de todos os estados brasileiros no combate ao narcotráfico e às organizações criminosas. Desde a sua criação, a rede contabiliza mais de 5 mil prisões e centenas de toneladas de drogas apreendidas — com prejuízo estimado em mais de R$ 2 bilhões ao crime organizado.

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A Renoe busca fortalecer o enfrentamento ao crime organizado por meio da integração das unidades especializadas das polícias militares de todo o País. Nos últimos dois anos, a rede apresentou resultados que indicam prejuízo superior a R$ 1,6 bilhão ao crime organizado, além da apreensão de 721 armas de fogo e toneladas de drogas.

Também participaram da abertura do primeiro Encontro Técnico a desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo Ivana David; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Mato Grosso do Sul e presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, Romão Avila Milhan Júnior; o presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares, coronel Renato dos Anjos Garnes; o coordenador-geral de Combate ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal, Raphael Eugênio de Souza; e o chefe do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico da Polícia Civil de Minas Gerais, Rodrigo Macedo de Bustamante.



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