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Período de seca em MT serve de alerta para produtores buscarem suplementação alimentar para os animais

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Com a chegada recente do período de seca neste ano, no estado de Mato Grosso, os produtores rurais da região devem ficar atentos à alimentação e nutrição de seu gado. Segundo os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), uma redução significativa foi registrada no volume de chuvas desde o mês de abril, em comparação com a mesma época do último ano.

As regiões que mais foram atingidas pela seca precoce neste período foram a Sudeste e o Centro-Sul. Com isso, significante parte dos pecuaristas começaram a liberar seus animais por conta da baixa qualidade dos pastos. A tendência ainda é de que o clima seco perdure pelos próximos 30 dias.

Em boa parte do estado, o esperado é de que as chuvas acumulem entre 10 e 25 milímetros, sendo que a região nordeste registrará maior seca, com previsão de chuvas de apenas 5 milímetros. Perante a isso, os produtores que não buscarem por sistemas mais intensivos, poderão registrar perdas no processo de engorda dos animais.

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“O produtor tem que estar sempre se preparando para esse período de seca, pois é justamente o momento em que o animal vai deixar de ganhar peso, pode surgir o efeito sanfona e isso prejudica a terminação desse animal”, explicou o gerente de relações institucionais da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita.

O gerente de relações ressalta que devido à falta de chuvas, a pastagem não possui condições adequadas para suprir a alimentação do gado. Com isso, o produtor rural precisa buscar outras alternativas de alimentar o animal, sendo, por meio de semiconfinamento ou um confinamento, que podem suprir a necessidade de pasto.

“O produtor tem que procurar na região dele quais seriam as soluções para ele criar uma ração ou uma complementação do pasto neste período de seca, que tem sido mais longo nos últimos anos. Ao mesmo tempo, os produtores devem ter um cuidado redobrado com os custos, para não ter um grande impacto econômico no seu negócio”, concluiu.

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Fonte: AgroPlus

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Mato Grosso lidera produção de grãos no Brasil e concentra 59,7% do gergelim nacional

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Foto Rafael D Marques / Secom

Mato Grosso segue na liderança da produção agrícola brasileira e amplia seu protagonismo com o fortalecimento de novas culturas. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Estado permanece como o maior produtor nacional de grãos e se destaca como principal produtor de soja, milho e gergelim.

Segundo o levantamento, Mato Grosso responde por 32,1% de toda a produção brasileira de grãos em 2026, mantendo ampla vantagem sobre os demais estados. A estimativa nacional é de uma safra recorde de 352,9 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica do IBGE.

O principal destaque da divulgação é o gergelim, que vem se consolidando como uma cultura de importância crescente para a agricultura brasileira, especialmente no Cerrado. Mato Grosso lidera a produção nacional com estimativa de 212,7 mil toneladas, o equivalente a 59,7% de todo o gergelim produzido no país.

A produção nacional da oleaginosa foi estimada em 356,3 mil toneladas, em uma área de 575 mil hectares. No próprio levantamento, o IBGE destaca que o avanço da cultura reflete sua crescente importância para a agricultura brasileira e ressalta o protagonismo de Mato Grosso nesse cenário: “A produção do gergelim em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo na última safra, tendo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) estimulado investimentos”, reforçando o papel do Estado na expansão da cultura no país.

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A expansão da cultura ocorre principalmente em regiões como o Araguaia, onde o gergelim tem se mostrado uma alternativa ao milho segunda safra em locais com maior risco de estiagem antecipada. Cultivado após a colheita da soja, entre o fim de fevereiro e o início de março, o gergelim possui ciclo de aproximadamente 120 dias e hoje tem perfil fortemente exportador, com cerca de 99% da produção mato-grossense destinada ao mercado externo.

Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a diversificação da produção acompanha as mudanças no cenário agrícola e as oportunidades que surgem para o produtor mato-grossense, em um trabalho construído a partir do diálogo com o setor.

“Manter Mato Grosso na liderança exige um trabalho permanente de parceria com o setor produtivo. O Estado tem atuado para fortalecer as cadeias que já são consolidadas, mas também para abrir espaço para novas culturas e novas oportunidades de mercado. O avanço do gergelim é um exemplo desse movimento de diversificação, que acontece sem perder de vista a força da soja, do milho e de outras culturas. É esse trabalho conjunto que permite ao Estado continuar crescendo e, ano após ano, ampliar seu protagonismo na produção agrícola brasileira”, afirma.

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Além do avanço do gergelim, Mato Grosso manteve a liderança na produção nacional de soja, com estimativa de 50,7 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de 1% em relação ao ano anterior, mantendo o Estado responsável por 29% de toda a produção brasileira.

No milho, Mato Grosso também permanece como principal produtor brasileiro. A estimativa é de 57,1 milhões de toneladas, mais da metade de toda a produção nacional, estimada em 141,8 milhões de toneladas.

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