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Núcleo da Justiça Restaurativa realiza círculos de paz para rede de ensino em Campo Novo do Parecis

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O Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso tem percorrido várias comarcas do interior para a realização de Círculos de Construção de Paz e de Práticas Restaurativas. O trabalho é destinado a equipes da educação, alunos e alunas da rede pública de ensino e profissionais de várias áreas, com a apresentação das práticas restaurativas, ferramenta adequada para solução de conflitos, fomento do diálogo e cultura da pacificação social. A Comarca de Campo Novo do Parecis recebeu a equipe do NugJur, onde foram realizados seis círculos em dois dias (9 e 10 de junho).
 
De acordo com a juíza Cláudia Anffe Nunes da Cunha, coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Campo Novo do Parecis, atualmente os conflitos escolares estão sendo uma constante preocupação. “As queixas sobre bullying, desrespeito a professores e outros colegas, dificuldades no convívio escolar são frequentes e dificultam sobremaneira o aprendizado e relacionamento”, diz a magistrada.
 
Nesse contexto, segundo a magistrada, os círculos de paz são essenciais para iniciar esses diálogos, humanizar os problemas pessoais, permitir o lugar de fala e a escuta, o que faz com que os próprios alunos e alunas acabem conhecendo um pouco mais da vida, sentimento e contexto de seus colegas.
 
Muitas vezes acabam compreendendo o comportamento do outro, unindo mais a turma e até mesmo permitindo aproximação daqueles com quem têm conflito. No mesmo sentido com relação aos demais profissionais, que acabam obtendo respostas para determinados comportamentos e podem buscar um caminho melhor para resolução do conflito. Essencialmente, o círculo de paz é uma ferramenta extremamente necessária e reflexiva para o contexto escolar”, complementa a juíza.
Para a juíza, as ações realizadas pelo NugJur nas comarcas são essenciais para difundir as ferramentas de resolução consensual de conflitos, com profissionais capacitados e estrutura. Possibilita também que as comarcas do interior tenham acesso aos círculos de paz e cursos para formação de facilitadores, podendo utilizar de forma efetiva as ferramentas adequadas para a busca da paz.
 
“Os resultados com certeza podem ser mais efetivos na medida em que forma profissionais capacitados para utilização dos círculos de paz, de acordo com a realidade local e com profissionais próximos para atender as demandas. Projetos como o que se pretende iniciar em Campo Novo do Parecis, dos círculos de paz nas escolas, são exemplos de resultados mais efetivos com as ações do NugJur que proporcionou aos diretores, professores, coordenadores, e outros membros dos mais diversos setores da sociedade terem conhecimento dos círculos de paz. Isso causou grande impacto e um importante feedback dos envolvidos que demonstraram interesse e satisfação de ter a ferramenta à disposição. Portanto, resta indubitável a importância de sua utilização nos meios conflituosos a fim de buscar a paz de forma efetiva”, afirma a magistrada.
 
O gestor do Cejusc da Comarca de Tangará da Serra, José Nivaldo de Lima, foi um dos facilitadores e diz que os círculos de construção de paz proporcionam empoderamento de todos os participantes, onde todos compartilham experiências e vivências.
 
“É uma ferramenta de pacificação que contribui muito para melhorar o relacionamento entre as pessoas e superou expectativas. Os próprios participantes relataram que o círculo vai ao encontro do que a educação está passando, que é o retorno das crianças às aulas, após a pandemia, onde estão agitadas, com uso excessivo de tecnologia e conversam muito pouco, ficando distantes da realidade.”
 
De acordo com José Nivaldo de Lima, os círculos oportunizam os participantes a estar frente a frente, compartilharem suas experiências e conhecer a melhor experiência de vida. “As pessoas passam a ter empatia um pelo outro, o que tem reflexo direto com grupo, seja na sala de aula, entre professores e professoras ou alunos e alunas. É um trabalho de humanização. As pessoas acabam lembrando, antes de qualquer coisa, que somos seres humanos e valorizando esse lado humano resgata-se o bom relacionamento. O círculo é sobre todos os presentes. A igualdade, valorização, empatia, respeito. O que enriquece o círculo é esse espaço igualitário”, afirma.
 
Também participaram as facilitadoras do NugJur, Roseli Barreto Coelho, Sandra Maria da Costa Félix e a facilitadora da Secretaria de Educação de Campo Novo do Parecis, Thais Cunha de Oliveira.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Primeira imagem: foto horizontal onde aparecem os alunos que aprticiparam do círculo de paz. Eles estão em pé, de mãos dadas e o foco da imagem é das mãos, com close para o centro do círculo, onde no chão estão objetos utilizados na dinâmica, como bonecos, cartazes, que estão em cima de um tapete.  
Segunda imagem: foto onde o primeiro plano com os objetos no centro do círculo de paz desfocados e ao fundo aparecem somente os pés dos estudantes. 
Terceira imagem: facilitadores designados pelo NugJur. São quatro mulheres e um homem. Eles estão em pé, abraçados, um ao lado do outro.
 
Dani Cunha/Fotos: NugJur e Prefeitura de Campo Novo do Parecis
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Wilson Santos propõe nome de ex-governador para ponte ferroviária sobre o rio Vermelho

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.092/2025 para denominar a ponte ferroviária sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, como “Ponte Ferroviária Governador Carlos Gomes Bezerra”. A iniciativa reconhece a contribuição do ex-governador para o desenvolvimento de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, agricultura, educação e transporte.

Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a trajetória política de Carlos Bezerra, nascido em Chapada dos Guimarães, e a sua atuação em defesa de trabalhadores rurais e de famílias que enfrentavam conflitos agrários pela posse da terra. “Essa é uma justa homenagem que este Parlamento faz a um filho de Chapada dos Guimarães, professor, advogado. Atuou em toda a região sul, sudeste e no Araguaia, defendendo os posseiros, os meeiros, aqueles que o Estado, infelizmente, não dava a devida cobertura”, relatou.

Carlos Bezerra iniciou a sua trajetória política na década de 1970 e ocupou diferentes cargos públicos, entre eles deputado estadual, deputado federal, prefeito de Rondonópolis, governador de Mato Grosso e senador da República. Para Wilson Santos, a sua passagem pelo governo estadual, entre 1987 e 1990, foi marcada por transformações importantes para a população mato-grossense. 

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“Ele também foi líder do movimento estadual de Cuiabá, foi deputado estadual em 1974, depois foi eleito federal em 1978, prefeito de Rondonópolis em 1982, governador em 1986 até 1990. Fez profundas transformações e melhorou muito a vida das pessoas”, ressaltou.

Entre as ações destacadas pelo deputado estão a descentralização dos serviços de saúde, com a construção dos primeiros hospitais regionais do Estado, a implantação de mecanismos de gestão democrática na rede pública de ensino e os investimentos em saneamento básico. “Foi o primeiro governador a tratar em saneamento básico, a fazer a primeira estação de esgoto e ainda é a maior de Cuiabá e, também, levou rede de esgoto para outras cidades”, declarou.

O parlamentar também lembrou as medidas adotadas por Bezerra para enfrentar os conflitos agrários em Mato Grosso. Segundo ele, a decisão de restringir a atuação policial nessas situações e priorizar a negociação contribuiu para reduzir a violência no campo. “Na área do campo, por meio de um decreto, proibiu a atuação da polícia no campo onde havia conflitos, trazendo para a mesa de negociação, para que a razão e a civilização resolvessem esses conflitos agrários de Mato Grosso. Diminuiu sobremaneira as mortes no campo de Mato Grosso”, lembrou.

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A ponte ferroviária sobre o rio Vermelho está situada em Rondonópolis, município estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração logística de Mato Grosso com outros mercados. A proposta destaca que a infraestrutura ferroviária representa um dos símbolos do desenvolvimento econômico da região sul do Estado e a atribuição do nome de Carlos Gomes Bezerra busca associar essa estrutura à trajetória pública do ex-governador e à sua atuação política em favor do desenvolvimento regional.

Ao defender a homenagem, Wilson Santos ressaltou a importância de reconhecer publicamente a contribuição de lideranças que marcaram a história política estadual. “E, sem dúvida, foi um governador que deixou saudades em Mato Grosso. No próximo 4 de novembro, ele completará 85 anos. Eu tenho certeza que essa homenagem no Parlamento, onde começou a sua carreira política, é uma justa homenagem a um ex-membro titular da Casa, que fez uma das mais completas biografias na política mato-grossense. Agradeço aos colegas que depositam ao Carlos Bezerra esse voto de confiança”, concluiu Wilson Santos.



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