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Poder Judiciário e universidade firmam parceria para fomentar conciliação e mediação

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O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec) e o Centro Universitário Univag firmaram termos de cooperação técnica na manhã desta quarta-feira (8 de junho) que vai possibilitar a prática da política de pacificação social. Com a parceria, estudantes irão vivenciar a experiência dos métodos adequados de solução de conflitos, o que formará profissionais com a visão para o não litígio, do diálogo.
 
O termo foi celebrado entre Nupemec, Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Comarca de Várzea Grande e a instituição de ensino, por meio do Núcleo Avançado de Práticas Jurídicas (NAPJ). Este era um convênio já firmado entre as instituições e na oportunidade foi revalidado e que consiste na realização de conciliações e mediações realizadas no Núcleo e encaminhadas para o Cejusc de Várzea Grande para homologação do magistrado-coordenador.
 
Um segundo termo foi firmado para abertura do Núcleo de Prática Jurídica Volante do Univag no Cejusc dos Juizados Especiais de Cuiabá. Alunos(as) do 8º, 9º e 10º semestres, supervisionados(as) por professores-orientadores atenderão a comunidade.
 
O presidente do Nupemec, desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira ressaltou a necessidade de mudar paradigmas como litígio e nada melhor do que as universidades com os estudantes, que serão os novos profissionais estejam inseridos na cultura de pacificação social.
 
“Ao invés de trabalharmos a litigância deve-se procurar métodos alternativos de solução de conflitos. A importância da assinatura desses termos é ímpar para todo o sistema de Direito. As universidades são os formadores dos novos profissionais e temos que sair do sistema contencioso para buscar alternativas consensuais. Essa mudança se faz desde aquele que vai iniciar no sistema de justiça, seja qual for a função escolhida, advogado, promotor, juiz, defensor, procurador.”
 
Drauzio Antonio Medeiros, reitor do Univag destaca a relevância de mais esta parceria entre a instituição e o Judiciário. “Sempre é um ganho para toda instituição de ensino. Essa parceria é extremamente importante em função da apresentação, conhecimento e vivência do alunado nessa área de conciliação e mediação. Um acordo alivia a todos e esse trabalho de conciliação é extremamente importante a todos e o Univag tem o privilégio de participar.
 
A coordenadora do curso de Direito do Univag, Danusa Balthazar de Andrade pontuou alguns dos ganhos para os(as) acadêmicos(as) oriundos dessa parceria. “São incalculáveis porque primamos pela qualidade na nossa instituição. O aluno sai do NPJ realmente preparado para a vida prática e são exatamente essas parcerias que possibilitam esse conhecimento do aluno. Ele efetivamente participa, vai fazer audiências e atender, acompanhado de um professor, e adquire conhecimento. É mais uma opção que nossos alunos terão de poder aderir a esse estágio e que é fantástica para a qualidade do profissional que estaremos lançando no mercado.”
 
Vitor Campos, estudante do 7º semestre de Direito é um dos alunos que já está no período de estágio e afirma que esta oportunidade oferecida por meio dos termos de cooperações celebrados contribuirá para sua vida acadêmica e consequentemente a atividade profissional. “Essa é mais uma oportunidade para nós acadêmicos podermos aprender mais com o mundo jurídico, que vai agregar muito valor na nossa grade curricular e corrobora para que possamos ser profissionais cada vez mais qualificados para o mercado de trabalho.”
 
Também assinaram os termos e participaram da solenidade a juíza coordenadora do Nupemec, Cristiane Padim da Silva, o juiz-coordenador do Cejusc de Várzea Grande, Luis Otávio Pereira Marques, o vice-reitor do Univag, professor Flávio Foguel, professor mestre Peter Willians, diretor da área de Ciências Sociais Aplicadas do Univag e o coordenador do Núcleo de Prática Jurídica, professor mestre Afonso Winter Júnior, além de alunos e alunas do curso de Direito.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição das imagens: Foto1: Foto horizontal onde aparecem os representantes das instituições que assinaram os termos. Eles estão em pé, um ao lado do outro com uma mesa coberta com um forro branco na frente.
Foto2: Desembargador Mario Kono fala aos presentes. Ele usa um blaser azul escuro, uma camisa listrada em tons cinza e segura microfone com mão direita.
Foto3: Desembargador Mario Kono e reitor do Univag, Drauzio Antonio Medeiros assinam os termos de cooperação. Ao fundo está um telão onde pode-se ler “Univag”. Ao lado do desembargador está a juíza Cristiane Padim e ao lado do reitor, uma funcionária da instituição.
  
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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