MATO GROSSO
Politec identifica homem encontrado morto em Cuiabá
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Vítima encontrada parcialmente esqueletizada no dia 20 de março deste ano, no bairro Cachoeira das Garças, em Cuiabá, foi identificada como Gildazio Mendes de Almeida, 47 anos, após trabalho integrado entre técnicos em necrópsia e papiloscopistas da Politec.
A papiloscopista responsável pela identificação, Simone Delgado, pontuou que o exame necropapiloscópico foi complexo diante da ausência total da epiderme e perda de volume das mãos, decorrente do processo de decomposição do corpo.
“Foi necessário se utilizar técnicas de tratamento da pele espessa para obter a dilatação do tecido e espessamento das papilas epidérmicas, muito tênues e rasas na camada da derme. Após o tratamento obteve-se êxito na coleta das impressões digitais”, afirmou.
Após o tratamento e obtenção das impressões digitais de referência, esta foi comparada com as impressões digitais padrão, obtidas no prontuário civil – documento que é arquivado pela Politec mediante a expedição do documento de identidade.
Nesta quinta-feira (02.06), a vítima foi identificada após seus familiares comparecem no IML solicitando auxílio e busca pelo parente desaparecido, noticiando a ausência de registro de boletim de ocorrência.
Técnicos em necrópsia efetuaram entrevista e levantamento de dados e informações. Em seguida, o setor de necropapiloscopia foi acionado para efetuar a pesquisa e confronto de impressões digitais da pessoa desaparecida com as impressões coletadas de vítimas sem identificação, desde a data do desaparecimento.
A papiloscopista orienta que, no caso de pessoa desaparecida, o registro do boletim de ocorrência é essencial para o início das investigações pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Polícia Judiciária Civil e pode ser feito a qualquer momento na Central de Ocorrências situada na 1032, Av. Tenente Coronel Duarte, 1020 – Dom Aquino, Cuiabá – MT ou pelo site www.delegaciavirtual.mt.gov.br
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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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