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O projeto Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, recebeu nessa quarta-feira (25 de maio) alunos e alunas do 1º, 3º e 5º semestre da Faculdade de Direito – Fasipe, do município de Rondonópolis. A iniciativa mostra o Judiciário, desde a sua estrutura, funcionamento e a memória resguardada através do tempo. Uma forma de aproximação com a população, especialmente com estudantes que futuramente atuarão no Sistema de Justiça.
 
A visita foi guiada pelo servidor Neif Feguri e no Espaço Memória, os estudantes foram recepcionados pelo juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Eduardo Calmon de Almeida César, que já de início quis saber de cada um dos alunos e alunas o seu propósito com a escolha do curso de Direito e o que almejam para suas vidas após a faculdade.
 
Em conversa informal e descontraída, o juiz falou sobre a carreira da magistratura, as dificuldades, mas ao mesmo tempo o quão gratificante é, segundo ele, exercer esse papel tão importante na sociedade. Falou sobre sua experiência de vida, os desafios, a dedicação que a carreira exige. “O mundo hoje é concorrido. Para vencer e alcançar aquilo que quiser é preciso perspectiva e isso só depende de você. O Judiciário está de portas abertas para todos vocês.”
 
Houve também um bate-papo com o servidor Bruno José Fernandes da Silva, que está à frente da Coordenadoria Judiciária do Tribunal. Ele falou sobre a realidade da era digital, os avanços na Justiça estadual, especialmente no que diz respeito ao fim dos processos físicos, do Judiciário mato-grossense 100% digital, e das rotinas de trabalho com a utilização do Processo Judicial Eletrônico (PJe).
 
Também pontuou sobre a evolução do curso de Direito, a estrutura do Poder Judiciário, a composição de seus membros e a direção que o Tribunal de Justiça segue hoje, que é um caminho sem volta, ao se referir à era digital.
 
O professor Paulo de Souza Freitas Junior, coordenador da Faculdade Direito, falou sobre a importância do projeto Nosso Judiciário para os acadêmicos e acadêmicas. “É de suma importância porque abre os horizontes dos nossos alunos. Eles têm oportunidade de ver, conhecer e ouvir falas de quem está exercendo as funções na Justiça. Para quem está começando, como alguns alunos aqui que estão no primeiro semestre, começam enxergar as possibilidade e demandas do futuro.”
 
Para o professor, as falas direcionadas aos estudantes mostraram a todos sobre a sociedade e o futuro do Judiciário, que daqui a alguns anos será parte da rotina deles. “Eles precisam se preparar para essa realidade, por isso não fazemos reserva de força para engajar e fazermos essas visitas ao Tribunal”, finaliza.
 
Ao final, todos receberam o Glossário Jurídico do Tribunal de Justiça.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
 
Primeira imagem: foto horizontal do juiz Eduardo Calmon falando com os estudantes no Espaço Memória. Ao seu lado esquerdo estão o professor, o servidor Neif Feguri e a diretora do Departamento Administrativo do TJMT, Ivone Regina Marca. De frente para eles aparecem alguns alunos e alunas que estão em pé.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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