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Educadores terão curso sobre mediação de conflitos e construção de paz no pós-pandemia

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O fim da longa espera de quase 2 anos pelo retorno das aulas presenciais após surtos de Covid-19 em Mato Grosso trouxe, além de situações positivas como o alívio e o reencontro de alunos e professores, novos problemas a serem enfrentados pela comunidade escolar: a eclosão de conflitos. Pensando em soluções para a situação, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o Ministério Público do Estado (MPMT) e Secretaria de Estado de Educação (Seduc) iniciam uma série de cursos de “Mediação de Conflitos Escolares e Facilitadores de Círculos de Construção de Paz”.
 
O lançamento dos cursos ocorre no dia 6 de junho, no auditório da Sede das Promotorias de Justiça, em Cuiabá. O evento é organizado pelo promotor de Justiça Miguel Slhessarenko.
 
“Nossa contribuição é no sentido de oferecer ferramentas ao educadores que permitam a eles terem maiores condições e segurança na resolução dos conflitos que vem ocorrendo. Mais ainda, estamos agindo de maneira preventiva, com orientação, o que é uma forma pela qual
 
Já é a terceira edição dos cursos, mas a novidade agora é a inclusão da Justiça Restaurativa que vem contribuir com as técnicas de construção de paz. A iniciativa é fruto de uma cooperação técnica entre as instituições envolvidas e que quer formar professores, diretores e coordenadores de todo o estado. Além do evento presencial para educadores de Cuiabá e Várzea Grande, as palestras ainda serão transmitidas pelo YouTube para escolas do interior acompanharem.
 
“Vivemos um momento difícil e tenso no ambiente escolar, todos estavam ansiosos pelo retorno e vemos explodindo situações de violência em várias unidades escolares. Existe um sentimento de frustração pela perda de conteúdo e o convívio no ambiente da comunidade escolar com a retomada presencial gerou estresse a todos. Isso tudo fora o medo de ter muito prejuízo na aprendizagem, casos de alunos que ficaram isolados e perderam a sociabilidade. Queremos ajudar a educação a lidar com os conflitos, pois os professores não possuem todas as ferramentas”, pondera o promotor.
 
A programação contará ainda com as participações da presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa do TJMT, o Nugjur, desembargadora Clarice Claudino da Silva, o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Resolução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mario Kono, o procurador-Geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, o juiz-coordenador do Nugjur, Túlio Duailibi, a juíza-coordenadora do Nupemec, Cristiane Padim, a gestora do Cejusc de Primavera do Leste, Marina Borges, o secretário de Educação, Alan Porto, e a secretária adjunta de Gestão Regional da Seduc, Acimaria da Costa.
 
ParaTodosVerem: essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Arte colorida em carrossel. Fundo azul com a logo da Solução de Conflitos Escolares. Na parte central o texto: Convite. Acompanha as fotos dos participantes e os logos do MPMT, Governo de Mato Grosso, Poder Judiciário de Mato Grosso, NugJur e Nupemec.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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