AGRONEGÓCIO
Aprosoja-MT estima perda irreversível de 4 milhões de toneladas na safra de milho
AGRONEGÓCIO
Aprosoja-MT estima perda irreversível de 4 milhões de toneladas na safra de milho
O volume estimado é de 36 milhões de toneladas, significando uma queda de 10% na produtividade prevista para este ano
18/05/2022
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) informa que a safra de milho deve ter uma perda de aproximadamente 4 milhões de toneladas, o que vai significar uma perda irreversível para os produtores. A estiagem prolongada já afetou mais de 10% da produção de todo Estado.
Conforme relatório da equipe técnica da Aprosoja-MT, a safra deste ano será de aproximadamente 36 milhões de toneladas de milho, que é abaixo do volume esperado em razão de um menor volume de chuvas. Algumas lavouras estão até 50 dias sem chuva significativa ou com um volume abaixo de 10 milímetros (mm).
“O produtor rural é o maior prejudicado com esses números, porque toda previsão da colheita mexe com o mercado, com o custo de produção e as questões contratuais. Não podemos prever as questões climáticas, por isso a safra só se confirma após o trabalho da colheita”, afirma Fernando Cadore, presidente da entidade.
Os dados divulgados pela Aprosoja-MT foram coletados por meio de questionário com os produtores associados de todo Estado e que já confirmaram perdas irreversíveis principalmente nas regiões oeste e sul.
“Nosso trabalho em campo abrangeu centenas de produtores associados que nortearam nosso questionário confirmando as estimativas negativas para esta safra devido à seca”, finaliza Cadore.
Confira os dias de seca por região:

AGRONEGÓCIO
Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034
A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.
Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.
“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.
Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.
Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso. A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.
Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.
“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.
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