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Professor Felipe Carvalho ressalta que a igualdade continua a ser um grande objetivo do Direito

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O professor-doutor Felipe Rodolfo de Carvalho é o entrevistado deste mês do programa Magistratura e Sociedade. Ele conversa com o juiz e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso Gonçalo Antunes Barros sobre modernidade e pós-modernidade, propósitos e angústias humanas, Direito Natural, dentre outros.
 
A ressignificação de Direitos Humanos, a qual, segundo ele, já ocorre há algum tempo também foi tema do bate-papo. “Essa ressignificação dos direitos humanos já começou a operar após a Segunda Guerra Mundial, com a declaração Universal dos Direitos Humanos. Esses direitos que aparecem após a guerra têm caráter de responsividade, direitos que aparecem como uma resposta ao grande horror que foi o holocausto. E o que foi o holocausto senão a negação do outro enquanto detentor de direitos.”
 
Ele também falou sobre a necessidade de equilíbrio entre a igualdade e a diferença neste mundo pós-moderno. “Essa diferença precisa sim ser equilibrada com o ideal de igualde. O problema é quando a nossa diferença nos inferioriza. Então, o direito precisa estabelecer mecanismos de equalização das pessoas. A igualdade continua a ser um grande objetivo do Direito. Essa igualdade perseguida, sobretudo, existe no campo econômico.”
 
Carvalho é membro efetivo da associação brasileira de Filosofia do Direito e Sociologia do Direito (Abrafis) e membro efetivo e secretário do Centro Brasileiro de Estudos do Pensamento de Emmanuel Levinas (Cebel). Também é sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT), professor efetivo da Faculdade de Direito da UFMT, atuando na graduação e no mestrado. Desenvolve pesquisas em Filosofia dos Direitos Humanos e é líder do Terceira Margem – grupo de pesquisa em Filosofia, Literatura e Direitos Humanos. É autor do livro Outramente: o direito interpelado pelo rosto do outro
 
O programa Magistratura e Sociedade tem como objetivo inserir magistrados estaduais mato-grossenses no campo das ciências sociais como forma de apropriação de conteúdo social e humanitário. Clique neste link e assista aos programa anteriores.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: Print de tela quadrada e colorida com entre-vistado e entrevistador lado a lado.
 
Abaixo leia matéria correlatas.
 
 
 
 
 
 
 
Keila Maressa
Coordenadoria da Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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