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Curso de Formação para novos magistrados finaliza com participação de ministros do STJ

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O último dia do Curso Oficial de Formação Inicial para Magistrados (Cofi), ministrado ao longo de quatro meses aos 23 novos juízes substitutos do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi marcado nesta sexta-feira (06) pela participação da ministra Laurita Vaz e do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e do procurador Edilson Mougenot Bonfim, do Ministério Público de São Paulo.
 
Na aula de encerramento, muitos conselhos e orientações foram dados aos juízes que assumirão as comarcas de Mato Grosso na próxima segunda-feira (09). Efetividade jurisdicional, entrega da solução dos conflitos de forma adequada, humanismo, juízo constitucional, relações institucionais, postura e posicionamentos nas redes sociais foram alguns dos assuntos abordados pelos palestrantes.
 
“É sempre prudente saber para onde estamos indo e o que encontraremos no caminho. Ninguém é dono dos frutos, mas apenas das sementes. Nosso papel é semear”, refletiu a ministra Laurita Vaz, que abriu o encontro no início da manhã.
 
A ministra trouxe alguns casos que marcaram sua carreira, bem como quais foram os principais desafios que ela enfrentou ao longo da trajetória como magistrada. Falou sobre ética, solidariedade, tecnologia e transparência. “O magistrado ético compartilha seus conhecimentos e busca sempre se aprimorar, dedica-se a estudar para encontrar soluções justas. Está atento às consequências de suas decisões, age com cautela, é sensível às adversidades da vida. Gostaria de incentivá-los a dar o melhor de si, porque só assim poderão se orgulhar de seus esforços e serem felizes de verdade”, aconselhou.
 
Já o ministro Reynaldo Soares da Fonseca compartilhou seu vasto conhecimento nos campos do Direito Constitucional e dos Direitos Humanos, trazendo conceitos da atuação do Estado-juiz, como ser um juiz constitucional, quais são os obstáculos ao acesso à justiça, trouxe conhecimentos de Filosofia, Sociologia e citou os poetas Manoel de Barros e Cora Coralina, além das obras Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, e Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman.
 
“Nós temos a responsabilidade de sermos pacificadores sociais, não em cumprir apenas a norma ou a letra da lei. É essa a proposta da Constituição. O juiz tem que ter um papel iluminista. Razões humanitárias que representam avanços civilizatórios devem fazer parte do imaginário de um juiz constitucional”, provocou.
 
A troca de olhares e informações entre magistrados antigos e quem está iniciando é uma forma de renovar, recomeçar e mudar o curso da história, na visão do ministro. “São essas experiências que fazem com que tenhamos a possibilidade de pensar em uma magistratura que está a serviço”, acrescentou.
 
A interação, cooperação e respeito com os demais integrantes do Direito também foram tópicos abordados com os magistrados e as magistradas, por meio da aula ministrada pelo procurador de Justiça. “Ser bom magistrado é ser prudente, é refletir e ter a coragem de bem decidir com o profundo de suas convicções. O magistrado de hoje será colocado constantemente sob desafio, deve ser firme nas suas convicções e jamais flexibilizar os conceitos morais, sob pena de se arrepender amargamente”, refletiu o representante do MP.
 
Encerramento – A última aula do Cofi foi encerrada pelo diretor-geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis/MT), desembargador Marcos Machado, pela vice-diretora, desembargadora Maria Helena Bezerra Ramos e pelo juiz-coordenador do Cofi, Eduardo Calmon.
 
Na ocasião, eles fizeram uma avaliação geral do curso iniciado em janeiro e deram os últimos conselhos aos colegas de toga.
 
“Todos nós, formados a partir de agora, gostaríamos de agradecer pelo grande empenho e dedicação. Nossa relação não se encerra com o Cofi e é muito bom saber disso. Não foi fácil, mas estamos formados. Estamos muito contentes e muito felizes, nos sentindo preparados. Esperamos corresponder às expectativas do Tribunal e do Estado”, disse a juíza Lorena Malhado, em nome da turma.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: print de tela colorido mostrando a transmissão da aula. A ministra Laurita fala ao centro, à direita vemos os ícones com os demais participantes.
Segunda imagem: print de tela colorido mostrando a aula do professor Reynaldo.
Terceira imagem: print de tela colorido onde vemos os três magistrados finalizando a aula. Eles estão em pé, a desembargadora Helena fala ao centro. Há uma projeção de tela e os juízes estão sentados.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Corpo de Bombeiros combate seis incêndios florestais nesta quinta-feira (8)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate nesta quinta-feira (8.10) seis incêndios florestais registrados em Tesouro, Marcelândia, Alto Garças, Cuiabá, Paranatinga e Rosário Oeste.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 33 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 27 focos foram registrados na Amazônia e seis focos no Cerrado.

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Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

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