POLÍCIA
Vítima que estava desparecida é localizada enterrada pela Polícia Civil, em quintal de residência em Sorriso
POLÍCIA
A Polícia Civil em Sorriso esclareceu o desaparecimento de um morador da cidade e concluiu que Valdenir de Souza Lucena, 45 anos, foi vítima de um homicídio. Três adolescentes foram apreendidos nesta quarta-feira (04.05).
Valdenir estava desaparecido desde o dia 06 de março, quando fez contato com familiares pela última vez. No dia 10 do mesmo mês, um parente da vítima procurou a Delegacia de Sorriso e registrou um boletim de ocorrência.
A Delegacia de Polícia de Sorriso instaurou um Auto de Investigação Preliminar para apurar o desaparecimento e no curso das investigações foi constatado que Valdenir foi vítima de homicídio.
Após realizar diversas diligências, a Divisão de Homicídios localizou o corpo de Valdenir enterrado no quintal de sua residência, no bairro Industrial, indicado por três adolescentes que moravam na mesma casa com a vítima.
Os adolescentes foram apreendidos e confessaram circunstancialmente a autoria do crime, apontando o local onde o corpo foi ocultado. Valdenir foi morto a golpes de arma faca e de pauladas.
Foi registrado um boletim de ocorrência circustanciado por ato infracional análogo aos crimes de homicídio e ocultação de cadáver e será encaminhado ao Ministério Público com a solictação pela internação dos três adolescentes.
POLÍCIA
Polícia Civil cumpre 26 ordens judiciais contra grupo criminoso envolvido com tráfico e lavagem de capitais
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8.10), a Operação Fio para cumprimento de 26 ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e 12 ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros, expedidas pela Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo da Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
Os mandados são cumpridos simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, em Mato Grosso, e Litoral Sul de São Paulo. A operação conta com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo/Santos, Delegacia de Mirassol d’Oeste e Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor).
Investigações
As ordens judiciais são decorrentes de investigação conduzida pela Polícia Civil que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico de entorpecentes e com a movimentação de recursos relacionados às atividades criminosas.
No curso das apurações, foram reunidos elementos que indicam a participação de diferentes investigados na atividade criminosa, além de indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns dos envolvidos e possível utilização de pessoas físicas e jurídicas para circulação e ocultação de valores.
Entre os alvos está um investigado que teria deixado a região de Cuiabá após sofrer uma tentativa de homicídio em um hotel de Várzea Grande. Na ocasião, homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos em sua direção, porém ele não foi atingido. Posteriormente, o investigado teria se deslocado para outra localidade.
As circunstâncias do atentado e eventual relação do episódio com a atividade do tráfico e outras situações apuradas dentro na Operação Fio permanecem sob investigação.
Descapitalização financeira
As 12 medidas de bloqueios de bens possuem limites definidos conforme a situação de cada alvo. Para alguns investigados, foi autorizado o bloqueio integral dos ativos financeiros eventualmente localizados, enquanto, para outros, foram estabelecidos limites individualizados, com valores aproximados de R$ 300 mil, podendo alcançar R$ 1,4 milhão no maior limite individual fixado.
As medidas cautelares buscam interromper a atuação criminosa investigada, preservar elementos de prova e evitar a eventual dissipação de ativos que possam estar relacionados aos delitos apurados.
As investigações prosseguem, especialmente com a análise dos novos elementos que forem arrecadados durante o cumprimento das medidas judiciais, visando ao aprofundamento das apurações e à conclusão da investigação.
A ação reforça a atuação permanente da Polícia Civil no enfrentamento às facções criminosas e ao tráfico de drogas, assim como a importância da participação da sociedade no fornecimento de informações que possam contribuir para a identificação e responsabilização de pessoas envolvidas em atividades criminosas.
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