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Nosso Judiciário fala sobre cultura da conciliação em Escola de Várzea Grande

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Resolver os conflitos dialogando, esta sempre foi a proposta da diretora da Escola Estadual Miguel Baracat, Cibelly Pereira, para os alunos da unidade de ensino que fica no bairro Pirineu, em Várzea Grande. Este entendimento ganhou reforço com a palestra promovida pelo Nosso Judiciário, programa realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em especial ao tratar da Justiça Restaurativa e as práticas da conciliação.
 

“O conselho vale tanto para os estudantes quanto para os professores. Todos estamos muito ansiosos, vindo de um período de isolamento e de perdas por causa da pandemia”, contextualiza a diretora. “Muitas vezes não sabemos lidar com os conflitos que os alunos trazem. Mas aqui é o espaço do diálogo. A escola é para educar, não pra punir. A gente sempre incentivando, que entre professor e aluno e entre eles, mesmo é importante escutar, ser imparcial, escutar os dois ou mais envolvidos e que todos consigam encontrar um acordo positivo para todas as partes”, reflete.
 
Cibelly conta que a unidade de ensino oferece do 5º ao 9º Ano do Ensino Fundamental, atendendo 120 crianças e adolescentes de 10 a 15 anos nos períodos matutino e vespertino. Nos dois últimos anos as aulas foram remotas e somente agora as atividades presenciais estão ocorrendo. “A escola tentar deixar tanto os estudantes quanto os professores mais tranquilos. Queremos ofertar um ambiente seguro e para isso traçamos várias parcerias como a com o TJMT. Este é o quarto evento presencial com pessoas de fora, tudo para auxiliar a comunidade escolar a enfrentar o atual momento de uma forma positiva”, revela.
 
Além das práticas restaurativas, o servidor do TJMT, Neif Feguri, abordou temas como crimes cibernéticos, bulling, Direitos do consumidor, estrutura do Judiciário, juizados especiais e justiça gratuita. A atividade ocorreu dia 11 de abril. “Viemos até à escola com o objetivo de aproximar o Judiciário dos estudantes, pois acreditamos que vocês são o futuro da nossa cidade, do nosso Estado e do nosso país. Do meio de vocês sairão novos delegados, advogados, juízes, políticos e qualquer outra profissão que vocês quiserem se tornar”, afirmou durante a palestra.
 
Neife Feguri contou com o apoio do colega Antonio Cegatti e distribuiu cartilhas do programa para os estudantes e professores, que podem explorar o conteúdo em sala de aula.
A estudante Isadora Neves, 14 anos, do 9º Ano B disse que nunca havia ouvido falar de Justiça Restaurativa, mas adorou a novidade e que os ensinamentos poderão ajudá-la no futuro, pois pretende cursar Direito. “Tenho uma prima que é advogada. Ela me inspira muito e com a palestra de hoje vi que posso ser como ela”, afirmou.
 
A aluna Evelina Melo, 13 anos, do 8º Ano A, disse que ser juíza é um sonho e que saber quais os requisitos para prestar o concurso dá uma visão melhor do caminho que deve percorrer. Ela lembra que este foi o primeiro contato pessoalmente dela com alguém do Poder Judiciário e por isso gostou da atividade. “Eu gostei muito dessa palestra, foi bem diferente de tudo que a gente já recebeu nessa escola. Deu para aprender bastante sobre as leis, nossos direitos, o papel do juiz, do juiz leigo do conciliador, foi muito legal”, elogiou.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
Imagem 1: Fotografia retangular e colorida do pátio da escola. O palestrante usa camisa branca e aparece no primeiro plano falando ao microfone, na frente dele alunos com uniforme da escola na cor azul estão com as cartilhas nas mãos, sentados embaixo de duas tendas brancas.
 
 
Alcione dos Anjos/Foto: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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