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PRF em Mato Grosso faz duas apreensões de drogas em um mesmo ônibus em Rondonópolis

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Em final de semana movimentado, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu mais de 30 kg de drogas nas rodovias federais que cortam o estado do Mato Grosso.

Em Alto Garças, no final da tarde de quinta-feira, uma equipe da PRF fazia fiscalização em frente a Unidade Operacional quando abordou um veículo branco, conduzido por um homem.

Foram solicitados as documentações do veículo e do condutor, o qual demonstrou demasiado nervosismo com a abordagem policial. Ao ser questionado sobre origem, destino e motivo da viagem, o homem apresentou respostas contraditórias, situação que elevou o nível de suspeitas, motivando uma fiscalização mais detalhada no veículo.

Durante a verificação ao veículo, foram encontrados no interior do banco traseiro aproximadamente nove tabletes, sendo 4.2 kg de cocaína e 5 kg de pasta base de cocaína.

Em uma outra ocorrência, no mesmo dia, no município de Rondonópolis, a equipe da PRF de plantão deu ordem de parada a um ônibus que fazia o trajeto Cascavel – PR x Alta Floresta – MT.

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Durante o procedimento de fiscalização, foi feito uma busca no compartimento de bagagem com ajuda do cão farejador da PRF K9 (Rango), que indicou uma mala que continha 27 tabletes de maconha, cerca de 21 kg. Foi realizada uma verificação para encontrar o proprietário da mala, constatando ser de um homem. Indagado sobre o ilícito, afirmou ter pego no Paraná e que levaria até Barra do Bugres/MT.

Além disso, os cães indicaram outras duas caixas despachadas sem notas fiscais. No interior delas continham 36 frascos de óleo para motor de motocicletas, sendo destes, 16 frascos dissimulados, que continha em seu interior substância análoga à maconha em formato de tabletes. Um total de 7.85 kg de drogas.

Diante dos fatos, os dois homens foram detidos, a princípio, pelo crime de tráfico de drogas e encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária para os procedimentos cabíveis.

Fonte: PRF MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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