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Urna eletrônica, apuração e gastos de campanha nas eleições são temas tratados em curso de formação

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O sistema eletrônico de votação, por meio da urna, e a apuração das eleições no Brasil colocam o país como destaque no cenário mundial quando se fala em agilidade e confiabilidade. Ao todos, são 28 aplicativos usados e, para o bom funcionamento desse sistema, cada agente público envolvido deve ser criterioso ao fazer a sua parte, como é o caso dos juízes e juízas do Poder Judiciário de Mato Grosso que participam Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi). No segundo dia do módulo eleitoral, na última terça-feira (5), o conteúdo foi ministrado por especialistas que atuam no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).
 
As atribuições dos juízes eleitorais como a carga e lacre das urnas eletrônicas foram abordadas pelo servidor do TRE-MT, lotado na Coordenadoria de Infraestrutura Computacional, Carlos Henrique Cândido. O palestrante, que ministrou aula pela amanhã abordou todas as etapas do processo eleitoral que vão desde a logística eleitoral, cadastro eleitoral, candidaturas, votação, apuração, totalização, divulgação dos resultados, proclamação de eleitos, prestação de contas, concluindo com a diplomação dos eleitos.
 
“A urna trabalha com dois tipos de mídia. Uma em formato de cartão de memória, também conhecido como flash card, e outra em formato exclusivo da Justiça Eleitoral conhecida como memória de resultado, uma espécie de pen drive”, explicou Cândido.
 
Entre as preocupações em torno do processo eleitoral que cabem aos juízes eleitorais acompanharem estão a garantia de que o voto seja efetivamente computado conforme a vontade do eleitor. Para tanto, os juízes recebem resoluções que organizam e padronizam todas as etapas, desde o recebimento das urnas até a apuração.
 
“Além disso, a Justiça Eleitoral se preocupa em garantir a acessibilidade de todos os eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida ao processo de votação, para que nada os impeça de exercerem sua cidadania”, explicou.
 
Campanha eleitoral: arrecadação, gastos e prestação de contas – À tarde, a aula foi proferida pelo assessor de Contas Eleitorais e Partidárias do TRE-MT,
Rodrigo Martins de Jesus. A estimativa da Justiça Eleitoral é que de ao menos 500 candidatos nas eleições proposicionais e majoritárias em Mato Grosso. Para fiscalizar os gastos de campanha, bem como a arrecadação, os técnicos do TRE atuam de maneira organizada e estratégica.
 
Algumas das práticas que podem levar a irregularidades por parte de partidos e candidatos foram abordadas pelo facilitador. O objetivo, conta, é mostrar exemplos práticos aos juízes que puderam verificar, com casos reais de eleições anteriores, como o TRE verifica as condutas dos agentes.
 
Os recursos públicos para campanhas tem sido um dos mais debatidos. No ano passado, o fundo eleitoral para as eleições deste ano são de cerca de R$ 5 bilhões e cabe à Justiça Eleitoral fiscalizar a aplicação desse montante.
 
“Com a mudança na legislação, como a criação das federações partidárias e a janela têm relação direta com a distribuição dos recursos públicos. Temos as metas de trabalho que são estabelecidas pelo CNJ e pelo projeto Pauta Limpa e isso é importantes os juízes terem conhecimento”, concluiu.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem 1: foto colorida na qual o palestrante aparece em pé, segurando um microfone enquanto fala à turma de juízas e juízes.
 
Andhressa Barboza/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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