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Fluminense bate o Flamengo no jogo de ida da final do Carioca

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No Fla-Flu 437, válido pelo jogo de ida da final do Campeonato Carioca, o Fluminense levou a melhor sobre o Flamengo, nesta quarta-feira (30/03), no Maracanã. Com gols de Germán Cano, o Time de Guerreiros venceu o rival pelo placar de 2 a 0.

A equipe comandada por Abel Braga volta a campo no sábado (02/04), às 18h, quando enfrenta o Rubro-Negro, no mesmo palco, pelo segundo e decisivo clássico da finalíssima da competição.

PRIMEIRO TEMPO

Apesar do clássico marcado por poucas chances de perigo para ambos os lados, o Fluminense chegou a balançar a rede do Flamengo. Aos 45 minutos de jogo, Paulo Henrique Ganso passou para Willian Bigode encher o pé, acertando o gol. A arbitragem, no entanto, assinalou, no lance, um polêmico impedimento, o que provocou a anulação da jogada.

SEGUNDO TEMPO

Aos 20 minutos, com o goleiro rubro-negro adiantado, Germán Cano arriscou do meio de campo a finalização, buscando encobri-lo. O adversário, porém, se recuperou no lance e ficou com a bola. Aos 33, o goleiro espalmou a cobrança de falta de Yago Felipe. Na sobra, Jhon Arias, de cabeça, mandou nas mãos do defensor. No instante seguinte, o volante, de longe, soltou uma bomba por cima.

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Aos 37 minutos, Jhon Arias roubou a bola do zagueiro e rolou para Cano. O argentino se livrou da marcação e finalizou por entre as pernas do goleiro, abrindo o placar para o Fluminense. Dois minutos depois, após roubada de bola, Yago Felipe lançou para Calegari, que cruzou para o centroavante marcar pela segunda vez.

FICHA TÉCNICA

Campeonato Carioca – Final (Jogo de Ida)

30/03/2022, 21h40 – Maracanã

Flamengo (0)

Hugo; Matheuzinho (Lázaro), Fabrício Bruno (Léo Pereira), David Luiz e Filipe Luís; Willian Arão, João Gomes e Éverton Ribeiro (Pedro); Vitinho (Bruno Henrique), Marinho (De Arrascaeta) e Gabriel Barbosa. Técnico: Paulo Sousa

Fluminense (2)

Fábio; Manoel, David Braz e Felipe Melo (Luccas Claro); Calegari (Nonato), André, Yago Felipe, Paulo Henrique Ganso (Martinelli) e Cris Silva; Willian Bigode (Jhon Arias) e Germán Cano. Técnico: Abel Braga

Gols: Germán Cano (2) (37’ 2T) (39’ 2T) (FLU)

Cartões amarelos: Marinho, Vitinho, João Gomes, Éverton Ribeiro e David Luiz (FLA); Felipe Melo, Cris Silva, Paulo Henrique Ganso, Jhon Arias e Martinelli (FLU)

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Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhães, auxiliado por Luiz Claudio Regazone e Thiago Rosa de Oliveira Esposito

Fotos: Mailson Santana/FFC

fonte: https://www.fluminense.com.br/noticia/fluminense-bate-o-flamengo-no-jogo-de-ida-da-final-do-carioca

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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