MATO GROSSO
Verde Novo destaca importância de arborização urbana na semana da água
MATO GROSSO
Nesta quinta-feira (24), os alunos do 7º e 8º ano da Escola Estadual Barão de Melgaço, localizada no bairro Bandeirantes, região central de Cuiabá, tiveram uma manhã diferente. As disciplinas regulares ministradas em sala de aula deram lugar a palestras sobre educação ambiental, como sustentabilidade e meio-ambiente.
O campeão da dinâmica foi Luiz Henrique da Silva, de 14 anos. Ele está no 8º ano e disse que nunca havia sido premiado anteriormente. Levou para casa um kit Verde Novo, com rastelo e pá para o plantio, uma muda de Ipê Rosa e um regador para cultivar sua árvore. “Primeira vez que ganho alguma coisa. Achei muito divertido”, avaliou. “É muito importante plantar árvores, para o ar ficar mais úmido, não ter aquele sufoco no ar”, comentou. “Vou plantar em um lugar bom, para crescer e ficar grande, dar sombra. Vou plantar lá perto de casa, onde tem várias árvores. Tem um cajueiro e uma jabuticabeira”, revela.
A analista de Meio Ambiente da Energisa, Marina Lima, avaliou que as atividades da semana da água têm aproximado os parceiros do projeto da comunidade. “Às vezes quando a gente fala de distribuição de energia, arborização urbana, o pessoal não se coloca na prática, nunca pensa: eu posso fazer isso. É sempre o outro que pode fazer, é sempre algo muito grande”, analisa. “Ao trazer isso para as crianças, que é a nossa futura geração, mostramos que é algo fácil, que é só se informar e fazer acontecer. Isso é muito bacana”.
A estudante Emilly de Souza Matos, 13 anos, do 8º Ano, fez questão de colocar as mãos na terra e plantar junto com as colegas um pé de caju. “Essa experiência foi muito legal, vou pegar o exemplo de hoje e fazer na minha casa futuramente, para deixar a cidade muito mais fresca”, antecipa. “Todos os alunos têm que cuidar um pouco desse espaço. Eu acho que vale a pena cuidar dessas árvores para que nossa escola fique mais bonita”, defendeu.
“É importante que a comunidade, tanto de Cuiabá quanto de Mato Grosso, saiba dessa parceria, que veja que estamos nos mobilizando para fazer uma geração melhor, um futuro melhor para todo mundo, principalmente no meio dessas mudanças climáticas, de todo esse caos ambiental que a gente está vivendo hoje. Tomara que seja um início para que muito mais parcerias se formem”, completou a analista de Meio Ambiente da Energisa, Marina Lima.
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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