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Verde Novo destaca importância de arborização urbana na semana da água

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Nesta quinta-feira (24), os alunos do 7º e 8º ano da Escola Estadual Barão de Melgaço, localizada no bairro Bandeirantes, região central de Cuiabá, tiveram uma manhã diferente. As disciplinas regulares ministradas em sala de aula deram lugar a palestras sobre educação ambiental, como sustentabilidade e meio-ambiente.
Os professores foram substituídos momentaneamente pelos representantes da concessionária de energia elétrica Energisa e do Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam), unidade do Poder Judiciário responsável pelo Projeto Verde Novo.
 
Os parceiros do projeto estão desde o início da semana realizando atividades alusivas ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março. “Estivemos em alguns pontos de Cuiabá, fizemos o replantio de mudas nativas nas cabeceiras de rios, justamente visando à preservação desses locais. Hoje estamos fazendo campanha de educação ambiental dentro das escolas públicas em Cuiabá”, explica assessor do Juvam, Sérgio Saviolli.
 
De acordo com o assessor a experiência com os estudantes tem sido muito positiva. “A gente sempre diz que os adultos já têm uma percepção de mundo, um costume, um modo de viver. As crianças e adolescentes estão em fase de construção, então se a gente pensa em uma cidade para o futuro, precisamos trabalhar com quem vai estar lá nesse momento. São essas pessoas, que hoje estão em sala de aula, que precisam compreender a necessidade de arborização urbana, preservação dos rios, para que lá na frente possamos ter de fato uma cidade mais sustentável, um clima mais agradável e pessoas mais consciente”, completa.
 
Durante a palestra Saviolli, falou sobre os benefícios da arborização urbana como embelezamento da cidade, melhoria da qualidade do ar, contribuição na redução da temperatura do ambiente, produção de frutos entre outros. O assessor do Juvam Cuiabá ainda demostrou o passo a passo para o plantio das mudas e propôs uma dinâmica para que os alunos testassem seus conhecimentos sobre arborização e meio ambiente. Ganharia um brinde aquele que respondesse de forma mais rápida e com maior número de acertos a um Quiz disponibilizado pelo site G1, outro parceiro do projeto. Neste link é possível acessar o conteúdo .
 
O campeão da dinâmica foi Luiz Henrique da Silva, de 14 anos. Ele está no 8º ano e disse que nunca havia sido premiado anteriormente. Levou para casa um kit Verde Novo, com rastelo e pá para o plantio, uma muda de Ipê Rosa e um regador para cultivar sua árvore. “Primeira vez que ganho alguma coisa. Achei muito divertido”, avaliou. “É muito importante plantar árvores, para o ar ficar mais úmido, não ter aquele sufoco no ar”, comentou. “Vou plantar em um lugar bom, para crescer e ficar grande, dar sombra. Vou plantar lá perto de casa, onde tem várias árvores. Tem um cajueiro e uma jabuticabeira”, revela.
 
A Energisa deu dicas de economia de energia, explicou as bandeiras tarifarias da conta de energia e porque elas foram adotadas, falou sobre sustentabilidade e as várias parcerias que mantém em Mato Grosso. Ao final sorteou mochilas escolares para os participantes da atividade.
 
A analista de Meio Ambiente da Energisa, Marina Lima, avaliou que as atividades da semana da água têm aproximado os parceiros do projeto da comunidade. “Às vezes quando a gente fala de distribuição de energia, arborização urbana, o pessoal não se coloca na prática, nunca pensa: eu posso fazer isso. É sempre o outro que pode fazer, é sempre algo muito grande”, analisa. “Ao trazer isso para as crianças, que é a nossa futura geração, mostramos que é algo fácil, que é só se informar e fazer acontecer. Isso é muito bacana”.
 
O estudante Flávio Leite dos Santos, 13 anos, do 8º Ano disse que aprendeu direitinho o que foi passado na sala de aula. Conta que anotou no caderno para não esquecer e levará os ensinamentos para casa. “Achei muito bom o Verde Novo e a Energisa aqui na escola. Não sabia quase nada, aprendi muita coisa. Por exemplo, se tem um ar condicionado ligado, ele equivale a cinco ventiladores ligados. A geladeira perto de qualquer outro aparelho, do fogão, gasta mais energia, isso eu não sabia”, cita.
 
Depois das palestras os alunos tiveram a oportunidade de plantar quatro mudas em um terreno da escola que já foi uma horta. Agora o espaço se tornará um pomar, cuidado pelos próprios alunos. A diretora da Escola Barão de Melgaço, Viviane Gomes, agradeceu a visita dos parceiros e lembrou que os estudantes estão ganhando um dia de mais visibilidade e aprendizado. “O projeto é de muita valia. Fica de mensagem o quanto é importante esse trabalho de sustentabilidade, que veio só somar com os projetos que nós já desenvolvemos aqui”, afirmou.
 
A estudante Emilly de Souza Matos, 13 anos, do 8º Ano, fez questão de colocar as mãos na terra e plantar junto com as colegas um pé de caju. “Essa experiência foi muito legal, vou pegar o exemplo de hoje e fazer na minha casa futuramente, para deixar a cidade muito mais fresca”, antecipa. “Todos os alunos têm que cuidar um pouco desse espaço. Eu acho que vale a pena cuidar dessas árvores para que nossa escola fique mais bonita”, defendeu.
 
Parcerias – Um projeto do Poder Judiciário de Mato Grosso, idealizado pelo Juvam de Cuiabá, desenvolvido em cooperação técnica com o município de Cuiabá e o Instituto Ação Verde. Patrocinado pelo Grupo Petrópolis, responsável pela doação das mudas de árvores nativas e frutíferas. O projeto Verde Novo também conta com a parceria da TV Centro América e da Energisa, na divulgação.
 
“Temos o parceiro que doa todas as mudas que são distribuídas ou plantadas dentro da cidade, temos os patrocinadores que são responsáveis pela veiculação das propagandas e das outras mídias que são mídias de educação ambiental, porque na medida em que o Projeto Verde Novo aparece na tela da TV, entra na casa das pessoas para falar sobre arborização eu estou chamando à atenção das pessoas para um problema atual, para uma consequência futura e estou trazendo essas pessoas para dentro do escopo do projeto, é também uma forma de educar. O projeto só funciona de fato por meio das parcerias”, resume o assessor do Juvam, Sérgio Saviolli.
 
“É importante que a comunidade, tanto de Cuiabá quanto de Mato Grosso, saiba dessa parceria, que veja que estamos nos mobilizando para fazer uma geração melhor, um futuro melhor para todo mundo, principalmente no meio dessas mudanças climáticas, de todo esse caos ambiental que a gente está vivendo hoje. Tomara que seja um início para que muito mais parcerias se formem”, completou a analista de Meio Ambiente da Energisa, Marina Lima.
 
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
ParaTodosVerem – Descrição da imagem:
Imagem 1 – Foto colorida na posição horizontal. O assessor do Juvam de Cuiabá usa uma camiseta verde do Projeto Verde Novo e calça jeans. Usa óculos de grau e uma máscara fácil branca. Ele está em uma sala de aula, em pé de frente para os alunos sentados em carteiras escolares, explica que o projeto é uma iniciativa do Poder Judiciário, que conta com apoio do Poder Público Municipal e da Sociedade Civil para ser realizado. Ao fundo há uma projeção da apresentação.
Imagem 2 – Foto colorida na posição horizontal. O assessor do Juvam e o aluno que venceu a dinâmica proposta estão em pé na sala de aula. O assessor faz sinal de vitória com a mão direita. O aluno usa boné, uniforme da escolar e máscara facial. Com a mão direita segura a muda de árvore e faz o sinal de vitória com os dedos indicador e médio. Na mão esquerda segura um regador verde e uma sacola de pano que recebeu.
Imagem 3 – Foto colorida na posição vertical. A analista Marina Lima está em ambiente aberto. Usa camiseta branca da Energisa e máscara facial preta. Ela concede entrevista para a TV.Jus.
Imagem 4 – Foto colorida na posição vertical. Em um ambiente externo, o estudante Flávio Leite dos Santos concede entrevista para a TV.Jus. Ele usa máscara facial azul escura da escola Barão de Melgaço e uma camiseta do uniforme escolar.
Imagem 5 – Foto colorida na posição horizontal. Alunas da escola e integrante do Juvam estão em ambiente externo. Elas estão ajoelhadas e uma delas segura uma muda de árvore. Elas estão próximas a um berço aberto para o plantio. Ao fundo, a estudante Emilly de Souza Matos e uma colega observam o plantio.
 
Alcione dos Anjos/Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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