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Quatro são indiciados pela Polícia Civil em golpe de máquina de cartão que lesou postos de combustíveis no interior

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis concluiu o inquérito que apurou um golpe da máquina de cartão de crédito e lesou postos de combustíveis da cidade. Quatro pessoas foram indiciadas pelos crimes de furto qualificado por fraude e receptação.

Foram subtraídos R$ 60 mil reais de quatro postos de combustíveis de Rondonópolis com a aplicação do golpe conhecido como “troca da máquina de cartão de crédito”.

Conforme a apuração realizada pela Derf, o articulador dos crimes, um jovem de 24 anos, alugava os dados de terceiros, abria contas em bancos e solicitava as máquinas de cartão de crédito/débito.

Com as máquinas em mãos, ele ia até postos de combustíveis da cidade e enquanto o frentista abastecia o veículo, ele trocava as máquinas de cartão, de maneira que todos os pagamentos do posto caiam nas contas alugadas pelo criminoso. Somente em um dos postos, o prejuízo somou mais de R$ 50 mil.

Durante a investigação, a equipe da Derf de Rondonópolis coletou elementos informaivos que demonstraram a execução dos crimes pelo jovem, que levaram ao indiciamento dele por furto qualificado pela fraude, cuja pena pode chegar a oito anos de reclusão.

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As pessoas que alugaram seus dados foram indiciadas por receptação, uma vez que tinham conhecimento sobre o recebimento de valores oriundos do crime, inclusive, ficando com parte do dinheiro depositado.

O principal indiciado está detido atualmente no Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa da Mata Grande por tráfico de drogas e teve novo pedido de prisão representado pela Polícia Civil no inquérito sobre o golpe.

Fonte: PJC MT

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Ex-secretária e empresários são alvos de investigação sobre contratos públicos em Livramento

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na última quinta-feira (15), a Operação Legado para desarticular o núcleo financeiro de um esquema criminoso que causou prejuízos ao município de Nossa Senhora do Livramento.

Na operação, são cumpridas 30 ordens judiciais expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Uma pessoa jurídica e cinco pessoas físicas são alvos dos mandados. Entre elas, estão uma ex-secretária municipal, empresários, pessoas apontadas como laranjas e uma empresa utilizada para a operação financeira do esquema. O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio de aproximadamente 30 policiais das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil.

A operação é um desdobramento da Operação Liberatio, deflagrada em 2024 pelo Núcleo de Ação de Competência Originária, do Ministério Público de Mato Grosso (NACO/MP-MT), que, na ocasião, teve como alvos o então prefeito e alguns secretários.

Em continuidade aos trabalhos, foi instaurada uma investigação na Deccor para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro associada aos crimes de peculato, corrupção passiva e organização criminosa, na gestão municipal anterior.

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Os trabalhos buscam apurar o caminho percorrido pelo dinheiro que teria sido desviado de dois contratos firmados, à época, pela Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento: um deles com um posto de combustíveis, cujo objeto era o abastecimento da frota de veículos oficiais da cidade; e outro com uma construtora responsável pela reforma de pontes de madeira em Nossa Senhora do Livramento.

No período investigado, foram constatadas movimentações de mais de R$ 90 milhões nas contas bancárias dos alvos, incluindo as de uma pessoa que já havia falecido à época das operações financeiras.

Essa pessoa era mãe do proprietário do posto de combustíveis e também avó da proprietária da empresa de construção civil que teria sido beneficiada, de forma atípica, com valores provenientes do posto de combustíveis.

Ordens judiciais

Com base nas investigações, foi solicitada a expedição de mandados contra os investigados, com o objetivo de aprofundar as apurações, arrecadar novos elementos de prova e identificar outros possíveis envolvidos.

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Entre as ordens judiciais estão sete mandados de busca e apreensão e seis ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

Há também uma ordem de proibição de licitar e contratar com o Poder Público, especialmente com o município de Nossa Senhora do Livramento, direcionada à empresa investigada nesta fase.

Foi determinado o bloqueio inicial de R$ 15,8 milhões nas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de dois veículos, uma motocicleta e um caminhão.

Além disso, foi determinada a expedição de ordens às instituições financeiras com as quais a pessoa falecida mantinha relacionamento, para que impeçam a reativação ou a utilização indevida da conta por terceiros, inclusive por pessoas que detenham poderes de representação.

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