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Fluminense deixa a Libertadores

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Em jogo disputado nesta quarta-feira (16/03), no Defensores del Chaco, o Fluminense acabou superado pelo Olimpia-PAR, no tempo normal, por 2 a 0, depois do triunfo por 3 a 1 no confronto de ida, no Estádio Nilton Santos, pela terceira fase da Libertadores.

Depois do revés nos pênaltis, por 4 a 1, o time deixou a competição. Pelo Flu, o volante André acertou a cobrança da penalidade. Com o resultado, o Tricolor disputará a Copa Sul-Americana.

A equipe comandada por Abel Braga volta a campo na segunda-feira (21/03), às 20h, quando enfrenta o Botafogo, no Nilton Santos, em clássico que abre o duelo válido pela semifinal do Campeonato Carioca.

PRIMEIRO TEMPO

Aos 7 minutos, depois da cobrança de falta de Jhon Arias, David Braz ficou com a sobra, dominou e, livre na área, balançou a rede. A arbitragem, no entanto, anulou o gol por suposto toque de mão. Aos 17, Martinelli lançou para Arias cabecear nas mãos do goleiro.

Aos 35 minutos, Jorge Recalde abriu o placar para o Olimpia-PAR, com gol de cabeça. Aos 41, em contra-ataque puxado por Jhon Arias, Germán Cano recebeu passe do colombiano e, da entrada da área, encheu o pé, parando no goleiro. Nos acréscimos, o argentino arriscou mais uma finalização de longe, sem sucesso.

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SEGUNDO TEMPO

Aos 20 minutos, Willian Bigode avançou e passou para Gabriel Teixeira, cara a cara, finalizar em cima do goleiro. Aos 42, o camisa 17 soltou uma bomba, espalmada pelo goleiro. No instante seguinte, Guillermo Paiva, na área, pegou a sobra e arriscou o arremate para marcar o segundo gol do Olimpia-PAR.

FICHA TÉCNICA

Libertadores – Terceira Fase (Jogo de Volta)

16/03/2022, 21h30 – Defensores del Chaco

Olimpia-PAR (2) (4)

Gastón Olveira; Sergio Otálvaro, Saúl Salcedo, Antolín Alcaraz e Mateo Gamarra (Walter González); Alejandro Silva (Guillermo Paiva), Márcos Gómez (Luis Zárate), Richard Ortiz e Fernando Cardozo (Hugo Quintana); Jorge Recalde (Néstor Camacho) e Derlis González. Técnico: Júlio César Cáceres

Fluminense (0) (1)

Fábio; Nino, David Braz e Felipe Melo; Calegari (Pineida), André, Martinelli e Cris Silva; Luiz Henrique (Willian Bigode), Jhon Arias (Gabriel Teixeira) e Germán Cano (Luccas Claro). Técnico: Abel Braga

Gols: Jorge Recalde (35’ 1T) e Guillermo Paiva (43’ 2T) (OLI)

Cartões amarelos: Fernando Cardozo, Richard Ortiz, Gastón Olveira, Marcos Gómez, Saúl Salcedo e Guillermo Paiva (OLI); David Braz e Cris Silva (FLU)

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Cartão vermelho: Nino (FLU)

Arbitragem: Roberto Tobar, auxiliado por Cristian Schimann e Claudio Rios

fonte: https://www.fluminense.com.br/noticia/fluminense-deixa-a-libertadores

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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