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Curso de Formação apresenta projeto Pai Presente para novos juízes e juízas

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O direito à paternidade é assegurado pelo Artigo 226 da Constituição Federal, que no parágrafo 7º fala dos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável. A garantia desse direito é a bandeira do projeto Pai Presente, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apresentado aos 25 juízes e juízas substitutos(as) recém-ingressos ao judiciário mato-grossense.
 
O projeto nacional e adotado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso foi tema da Aula 19 do Curso Oficial de Formação Inicial para Magistrados (Cofi), proposto pelo juiz Pedro Flory Diniz Nogueira, na manhã desta segunda-feira (14), na Escola Superior da Magistratura (Esmagis).
 
“Há 10 anos estive em uma sala como essa com meus colegas de Concurso 2012 e hoje poder estar do outro lado é uma satisfação enorme”, comenta o magistrado. “O trabalho da Esmais é espetacular, a condução da Escola pelo desembargador Marcos Machado está sendo revolucionária. O que esses novos juízes estão vendo aqui será usado por toda a vida profissional deles”, avalia.
 
O magistrado iniciou sua aula falando sobre “Direitos humanos e o acesso à documentação básica” e o quanto isto está relacionado ao índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de uma nação. Abordou o sub-registro e os fatores que contribuem para a problemática. “A questão da sub-registro encontra-se nas regiões mais longínquas dos grandes centros, nos interiores, nas zonas rurais e eles vão se deparar com isso assim que chegarem à comarca, assim como eu me deparei quando cheguei na minha primeira comarca. Ao discutirem em um curso de formação a afronta que é aos Direitos Humanos que é a falta do registro para uma criança eles chegam mais preparados ainda para essas demandas”, ressalta.
 
“Nesta aula falo sobre o dia a dia que os aguarda. O Pai Presente faz parte da realidade de todas as comarcas de Mato Grosso. É algo que ajuda tantas crianças no Brasil todo. É uma campanha maravilhosa e se eles chegarem à comarca já prontos para que mais uma criança tenha o nome do pai no registro cível será excelente”, completa.
 
O juiz-substituto Pedro Antônio Mattos Schmidt diz que conhecia o projeto da época de estudos para concurso da magistratura, leu Resoluções do CNJ que tratam sobre reconhecimento da paternidade. “Sabe-se que esse direito é essencial à própria formação das crianças e adolescentes. Qualquer meio de facilitar esse reconhecimento é primordial e o CNJ regulamentou a possibilidade desse reconhecimento a princípio meramente cartorária, pelo simples comparecimento do interessado, inclusive o próprio pai que queira reconhecer espontaneamente o filho. Nesse sentido, a aula foi muito esclarecedora sobre a importância desse projeto para nosso dia a dia enquanto diretores de fórum e responsáveis pela correição e fiscalização dos cartórios extrajudiciais”, avalia.
 
O juiz Pedro Flory Diniz Nogueira ainda abordou temas como: Direitos humanos e o desaparecimento de crianças e adolescentes. Investigação desses caos; A lei da busca imediata; O cadastro nacional de pessoas desaparecidas; O olhar do judiciário em relação à pessoa desaparecida; e tráfico de crianças e adolescentes.
 
Esta matéria contém recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
ParaTodosVerem – Descrição da imagem:
 
Imagem 1: Foto colorida do juiz formador. Ele está em pé em uma sala de aula, traja terno azul com camisa branca, sem gravata. A foto mostra o perfil esquerdo do magistrado. Em uma das mãos ele segura um microfone e na outra um passador de slide. Ao fundo há uma projeção colorida om o título: Projeto pai presente.
 
Alcione dos Anjos/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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