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Suspeito de feminicídio é preso em flagrante pela Polícia Civil e tem prisão preventiva decretada

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil prendeu em flagrante ainda na madrugada de sábado (12) o suspeito do homicídio qualificado (feminicídio) de Maria do Socorro Monteiro da Costa, de 53 anos, morta com um golpe de arma cortante dentro de sua residência, no bairro Jardim Passaredo, em Cuiabá.

O convivente da vítima foi detido pela equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa próximo à casa da vítima. Ele estava com uma mochila nas costas, onde foi encontrada uma faca de cabo branco que, supostamente, é a arma utilizada no crime, e confessou aos policiais civis tê-la atingido com a faca. Durante a abordagem, a todo o momento ele perguntava se Maria do Socorro estava morta.  

A equipe plantonista da DHPP foi acionada por volta das 03h40 da madrugada. Vizinhos de Maria do Socorro se depararam com ela caída na entrada da casa e acionaram o Samu e a PM. O corpo estava na entrada da casa, onde funciona um bar e um salão de cabeleireiro.

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A equipe da DHPP encontrou o imóvel estava todo revirado e com sinais de briga e manchas de sangue em vários pontos da casa. O corpo da vítima apresentava hematomas e uma perfuração de arma branca no tórax, do lado esquerdo, e aparentava sinais de resistência.

Em declarações ao delegado Olímpio Fernandes da Cunha, testemunhas relataram que viram o casal ingerindo bebida alcoólica e conversando, como habitualmente faziam, por volta das 19h do dia anterior. Às 01h11 de sábado, Maria do Socorro enviou áudios ao grupo de mensagens do bairro pedindo socorro. O conteúdo dos áudios indica que a vítima já tinha sido atingida com a perfuração no tórax.

Em entrevista, o suspeito, que apresentava claros indícios de embriaguez, confessou que houve uma discussão entre ele e a vítima e que a havia ferido, mas em legítima defesa. Ele foi detido no momento em que a equipe da Delegacia de Homicídios estava encerrando os trabalhos periciais na residência. Ele se aproximou por uma rua escura e estava com uma mochila nas costas e marcas de sangue e luta, descalço e sem camisa.

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O suspeito, de 53 anos, foi encaminhado à DHPP e autuado em flagrante por homicídio qualificado em feminicídio. O delegado Olímpio Cunha representou à Justiça pela conversão do flagrante em prisão preventiva.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Reprodução

Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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