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Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Cuiabá prorroga prazo de inscrição para novos membros

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O Comitê de Bacia Hidrográfica dos Afluentes da Margem Esquerda do Rio Cuiabá estendeu o prazo de inscrições para entidades interessadas em compor o órgão deliberativo. O edital de prorrogação foi publicado no Diário Oficial do Estado.

As entidades interessadas em integrar o CBH Cuiabá deverão se inscrever através do e-mail cbhcuiaba@gmail.com, até 31 de março de 2022. A folha de inscrição deve constar e-mails, telefones dos representantes das entidades, observando o caráter formal dos documentos apresentados.

Podem participar representantes do poder público, sociedade civil – divididas entre usuários de água e organizações não governamentais – instituições de ensino e pesquisa públicas e privadas e entidades convidadas, como comunidades indígenas.

O poder público e entidades de ensino e pesquisa com interesse em integrar o conselho devem emitir um ofício pela entidade candidata ao assento no CBH Cuiabá, indicando seus representantes nominados como Titular e Suplente. A Sociedade Civil precisa comprovar sua atuação na Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá, além de enviar um ofício indicando seus representantes nominados como Titular e Suplente.

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Durante a fase de análise, a Comissão Julgadora, que é composta por três representantes, levará em consideração o histórico de atuação apresentado e a representatividade da organização na bacia que está inserida. A decisão será encaminhada para a CBH Cuiabá – ME e à Gerência de Fomento e Apoio aos Comitês de Bacias Hidrográficas (GFAC). O resultado do processo de seleção será publicado em até 10 dias.

*Supervisão de texto de Renata Prata

Fonte: GOV MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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