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Corregedor se reúne com magistrados e apresenta inovações tecnológicas para facilitar o trabalho

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Ordem Cronológica de Processos Conclusos e o Portal dos Canais de Atendimento Digital do Poder Judiciário foram apresentados nesta terça-feira (8/3) a magistrados e seus assessores das diversas comarcas do Estado, em duas reuniões realizadas de forma virtual. “Vamos apresentar a vocês duas ferramentas desenvolvidas para melhorar nosso relacionamento com usuários dos serviços prestados pelo Poder Judiciário. A primeira é resultado do esforço conjunto do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi) e a Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI) e consiste na possibilidade de agendamento para atendimento em gabinete, ferramenta que, somando-se aos muitos canais de atendimento já existentes, acabará com eventuais desencontros quando advogados procuram atendimento judicial. A segunda foi construída pelo Dapi para atender ao comando previsto no artigo 12 do Código de Processo Civil, apresentando a ordem cronológica de conclusão com objetivo de alinhamento das expectativas dos usuários dos serviços judiciários quanto ao tempo de espera pela decisão de seu processo. São avanços rumo a um futuro de maior transparência e respeito ao usuário e concretização do movimento de transformação digital do Poder Judiciário”, considerou o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira.
 
O corregedor repassou a palavra ao juiz auxiliar da CGJ, João Thiago de França Guerra, líder dos projetos. “É necessária transferência de conhecimento aos senhores. Há uma agenda que precisa ser configurada pelo gabinete nesta fase introdutória. Nossa reunião é técnica. Essa entrega se insere no movimento de melhoria no relacionamento com nossos usuários externos. Tivemos altos e baixos neste período de pandemia e aproveitamos para amadurecermos as ferramentas. Nossa estratégia de transformação digital não vale apenas da porta para dentro do Judiciário, tem que ser em todo o Sistema de Justiça. Estamos desenvolvendo algumas inciativas que alcançam e dialogam com nossos usuários. Nossa maior preocupação é com a condição dos excluídos digitais, não apenas daqueles que não têm acesso material ao ambiente digital, como o celular ou internet, mas também pessoas que não sabem operar a tecnologia. As entregas apresentadas hoje ainda não atendem a esse público, mas são entregas de transparência. Um nivelamento de expectativas, como já disse nosso corregedor. As pessoas irão saber o quanto podem esperar por uma sentença e também a melhor forma de serem atendidas pelo magistrado. Manteremos o Balcão Virtual indicado pelo CNJ. Ele será colocado no contexto de todos os canais de atendimento digital existentes e a informação será disponibilizada em formato amigável e de fácil acesso”, explicou o juiz auxiliar.
 
Na sequência a diretora do Dapi, Renata Guimarães Bueno Pereira, explicou como se daria o treinamento e repassou à área técnica para esclarecimentos. O servidor Maurício Martins, conduziu a aula. “Para terem acesso à agenda nossos clientes devem acessar a Página do Tribunal (tjmt.jus.br). Em seguida canais de acesso, comarcas, e escolher a vara e horários”. O servidor continuou explicando. O evento teve grande participação dos magistrados que efetuaram perguntas e esclareceram dúvidas.
Conheça mais:
 
Portal de Atendimento Digital do Poder Judiciário – Ferramenta Bookings para atendimento agendado com magistrados da Primeira Instância – Mecanismo estará disponível ainda no mês de março para agendamento e registro de atendimentos. Em ambiente virtual que poderá ser acessado 24h por dia, o cliente terá acesso à agenda de todas as unidades judiciárias de Mato Grosso. E-mail, telefones, WhatsApp, Balcão Virtual, entre outros contatos poderão ser acessados. Na mesma ferramenta, as partes podmehorerão apresentar suas sugestões de melhorias ou reclamações quanto ao funcionamento inadequado de qualquer dos canais de atendimento, indicando a unidade e falha ocorrida. Essas informações serão coletadas diretamente pela Corregedoria-Geral da Justiça para melhora dos serviços.
 
Ordem Cronológica de Processos Conclusos – A ferramenta está em conformidade com o artigo 12 do CPC. Ela deve ser acessada pela página da Corregedoria-Geral da Justiça do TJMT. Clique aqui para acessar. Ou pelo portal www.tjmt.jus.br, no menu verde, clicar em corregedoria, página inicial e em seguida no banner azul, art. 12 CPC, Ordem Cronológica de Processo Conclusos. O sistema trará todas as informações relacionadas por vara. Os processos conclusos seguem prioridades processuais indicadas pelo CNJ e qualquer pessoa pode verificar em que lugar o processo de interesse está na fila para ter sua decisão.
 
“Os serviços digitais vieram para ficar. Há um grande consenso por sua validade e potencial transformador. Vamos ajustar para que funcionem bem”, disse o Corregedor.
 
Descrição das imagens
 
Primeira imagem:  Print de tela – ao centro uma imagem compartilhada do sistema de marcação de horário com os magistrados do 1º Grau. Na lateral direita o interlocutor, juiz João Thiago de óculos e terno e a imagem de outros setes juízes participantes.

Segunda imagem: Print de tela. Central o juiz João Thiago falando. Ele está com fone de ouvido e usa óculos, o fundo está desfocado. Na lateral direita fotos miniaturas dos juízes participantes e os nomes de todos participantes.  

Terceira imagem: Print de tela. O corregedor discursa aos magistrados. Ele usa camisa social e suspensórios. ao fundo de seu gabinete estão três obras de arte da natureza de Mato Grosso.  Na lateral à direita a disposição do sistema Teams com fotos pequenas de alguns magistrados e seus nomes.
#ParaTodosVerem #PraCegoVer. 

 
Leia mais sobre o assunto:
 
 
 
Ranniery Queiroz
Assessor de Imprensa da CGJ/MT
 
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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