POLÍCIA
Policiais civis de Mato Grosso são capacitados em curso com a Força Nacional
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Camila Molina/Polícia Civil-MT
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A Academia de Polícia Civil (Acadepol) deu início na manhã desta segunda-feira (07.03) a Instrução Operacional da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, voltada para profissionais da que integram os órgãos de Segurança Pública. Na abertura do evento também foi realizada a entrega de armas, munições e outros itens doados pela Força Nacional à Polícia Civil de Mato Grosso.
No total, 49 policiais civis de Mato Grosso, entre investigadores, escrivães e delegados, lotados em delegacias de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis Vila Rica, Guarantã do Norte Sinop, Primavera do Leste, Nova Mutum, Nova Xavantina, Tangará da Serra, alta Floresta, Cáceres Barra do Garças e Pontes e Lacerda participam da instrução.
O curso tem o objetivo de capacitar e habilitar os policiais em três disciplinas distintas
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Na abertura do evento, o diretor adjunto da Acadepol, Fausto Freitas, destacou que como unidade de ensino a Academia de Polícia tem o papel de promover a oxigenação dos servidores, por meio de capacitações e atualização de conteúdos e técnicas específicas da área e as parcerias são fundamentais para que realização desse trabalho.
“Sabemos que a Polícia Civil de Mato Grosso evoluiu muito na área de tecnologia e o objetivo da Acadepol é fornecer capacitações e preparo dos nossos policiais na mesma velocidade que estamos crescendo tecnologicamente. Essa parceria com a Força nacional traz para o nosso estado um curso de alto gabarito, almejado por muitos estados e instituições”, destacou.
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Representando a Força Nacional, o major Magalhães, falou sobre a satisfação de estar no estado de Mato Grosso junto a equipe de instrutores para trazer uma capacitação de alto nível para os policiais civis. “A Força Nacional tem o cuidado de selecionar os melhores instrutores que proporcionarão seis dias intensos de treinamento, em que será passado o que há de mais atualizado em conhecimento das disciplinas aplicadas, e tenho que essa parceria trará uma qualificação diferenciada aos servidores, deixando todos satisfeitos”, disse
Durante a cerimônia de abertura do curso também foi realizada e entrega de simbólica do armamento, munições, capacetes, coletes e escudos do extralegado da Secretaria Nacional de Segurança Pública, sendo recebido pela Polícia Civil de Mato Grosso, 25 fuzis, 45 carregadores, 5 mil munições, e coletes balísticos com proteção de porcelana.
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O delegado-geral, Mário Dermeval, ressaltou o trabalho intenso para aquisição e recebimento do material fundamental para o desempenho do trabalho da Polícia Civil e falou sobre a importância da capacitação para os policiais.
“É muito gratificante ver tantos policiais matriculados nesse curso de formação diferenciado, fornecido pela Força Nacional. A Polícia Civil vem trabalhando fortemente na aquisição de armamento e outros materiais essenciais ao trabalho policial e manusear armamentos da categoria que passaremos utilizar, exige um conhecimento profundo e o treinamento constante”, disse o delegado-geral.
Após a entrega simbólica do armamento, o delegado-geral e o diretor adjunto da Acadepol receberam uma homenagem dos integrantes da Força Nacional e ao final do evento, foi dado início às aulas do curso.
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POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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