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A atuação de magistrados e magistradas nas diferentes varas do Poder Judiciário de Mato Grosso demanda, além do conhecimento técnico, a compreensão quanto ao contexto social local. Para apresentar o cotidiano de algumas comarcas aos 25 novos juízas e juízes, divididos em turmas de 5 a 6, o Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) inclui nas atividades práticas a ida até os Fóruns. Em Várzea Grande, que é a segunda maior comarca do estado, uma das turmas foi recebida pelo juiz-diretor do Fórum de Várzea Grande, Luis Otávio Pereira Marques.
 
Ao longo de cinco dias, os participantes acompanharam de perto o trabalho do juiz que contabiliza 23 anos na magistratura. Os juízes e juízas foram divididos em grupos para conhecer as unidades administrativas e jurisdicionais e também foram recebidos pela juíza de Direito da Vara Especializada em Direito Bancário, Rachel Fernandes Alencastro Martins, pela juíza da 3ª Vara Família, Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, e pelos juízes da 1ª Vara da Família, José Antonio Bezerra Filho e da 2ª Vara Fazenda Wladys Roberto Freire do Amaral.
 
“Pude apresentar a eles a rotina de gabinete do magistrado, da secretaria, trocamos experiências. Relatei a eles algumas situações que já passei. É gratificante e até disse a eles eu são privilegiados no sentido de que a alta administração teve este zelo para propiciar a eles vários meses de curso com o contato direto com magistrados atuantes e com experiência profissional”, destaca o diretor do Fórum de VG.
 
Ele ainda conta que no primeiro encontro fez uma apresentação de cada servidor que atua em seu gabinete explicando as funções de todos para o trabalho desenvolvido. “Expliquei o que faz um estagiário e também um magistrado em meu Gabinete, como usamos a plataforma PJe. Mostrei alguns convênios que temos, por exemplo, com a Receita Federal, a Justiça Eleitoral, além das formas de acessar e manusear esses convênios e suas finalidades para o processo”.
 
Na última semana, um dos grupos foi recebido pelo juiz Wladys Roberto Freire do Amaral que foi o professor das aulas práticas ao longo dos cinco dias que os 6 participantes estiveram no Gabinete. O magistrado apresentou o uso dos sistemas tecnológicos pela 3ª Vara Especializada de Fazenda Pública de VG, como os sistemas processuais Apolo, Apolo Eletrônico e PJe, e os sistemas institucionais como o CIA, o Microsoft Teams e o SDM.
 
Para o juiz Daniel Campos Silva de Siqueira, participante do Cofi, a vivência diretamente na Comarca tem sido uma oportunidade enriquecedora de aprendizado. “É possível conciliar a teoria com a prática, essas visitas aos Fóruns compatibilizam o que nos é passado pela manhã e conseguimos ter uma visão prática de cada setor que a gente passa”, avaliou.
 
Lorena Amaral Malhado, juíza recém-empossada, explicou que acompanhar o cotidiano de trabalho de juiz experiente ajuda a antecipar situações e otimizar o serviço prestado à sociedade. “Na Fazenda Pública, há um rito próprio e a Vara tem sua particularidade. Só conseguimos compreender de fato ao conhecer de perto e estamos muito gratos pela recepção que tivemos, tanto do diretor do Fórum quanto de cada juiz que abriu as portas dos seus gabinetes para nos ensinar”, destacou.
 
Além de conhecer as unidades do Fórum de Várzea Grande, os novos magistrados e magistradas também têm intercalado as aulas práticas no Fórum de Cuiabá.
 
Descrição da imagem:
Primeira imagem: a foto mostra juízas e juízes sentados em cadeiras ao redor de uma mesa, usando notebooks. Em pé, próximo a eles, o professor, juiz da Segunda Vara Fazenda de Várzea Grande, Wladys Roberto Freire do Amaral, aponta para um dos notebooks.
 
Segunda imagem:  Na foto o juiz-diretor do Fórum de Várzea Grande, Luis Otávio Pereira Marques, aparece em pé segurando um microfone. Ao fundo cadeiras da sala de espera do Fórum.
 
Terceira imagem: o juiz da Segunda Vara Fazenda de Várzea Grande, Wladys Roberto Freire do Amaral, aparece na foto à mesa trabalhando com o computador. À sua frente, juízas e juízes estão sentados em cadeiras ao redor de uma mesa usando notebooks.
#ParaTodosVerem#PraCegoVer. 
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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