MATO GROSSO
Corregedor conversa com advogados de Rondonópolis e é homenageado
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O Programa Corregedoria em Ação foi até a Primeira Subseção da OAB de Rondonópolis. Na oportunidade, o corregedor desembargador José Zuquim Nogueira ouviu advogados com o objetivo de identificar as necessidades desse segmento que compõe o sistema de justiça e desempenha papel fundamental para a concretização da Justiça. A Corregedoria apresentou três ferramentas desenvolvidas para melhoria dos serviços judiciários, ao menos uma delas a pedido da própria OAB. As ferramentas foram desenvolvidas pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), ligado à Corregedoria. Ao final, o corregedor recebeu uma homenagem em nome de seu pai, o advogado João Gualberto Nogueira
O magistrado que responde diretamente pelo Dapi apresentou soluções como o agendamento direto com o magistrado. “O sistema já está em fase final de configuração. Iremos disponibilizar um novo portal contendo a relação atualizada de todos os canais de comunicação de todas as unidades judiciárias. Nesse novo portal de serviços, será possível o agendamento de atendimento pelos gabinetes, em horários previamente disponibilizados. O interessado acessa a agenda, escolhe o horário, informa os dados solicitados e gera o agendamento, que será registrado na agenda do gabinete, na agenda pessoal do magistrado e ainda comunicado por e-mail ao solicitante. Tudo isso é possível com poucos cliques. O segundo serviço é a Ordem Cronológica dos Processos Conclusos. Ele atende ao comando previsto no artigo 12 do CPC e organiza a lista de processos conclusos segundo as prioridades legais, metas e conclusão geral. É uma ferramenta de transparência que permite o alinhamento de expectativas quanto a tempo previsto para obtenção da prestação jurisdicional. A terceira ferramenta é o portal de estatísticas processuais. Casos novos, pendentes, baixados. É mais uma forma de calibrar as expectativas em relação aos processos. Total transparência. É um processo de comunicação sincera entre as partes. Acreditamos que receberemos críticas mais assertivas e construtivas quando baseadas em uma melhor compreensão da realidade do judiciário”, informou o juiz auxiliar. As ferramentas estão no site da Corregedoria-Geral da Justiça. Na sequência a palavra foi aberta aos advogados.
O advogado Joarez Rangel dos Santos Júnior foi o primeiro a se manifestar. “Gostaria de parabenizar pelo trabalho. Acompanhei os lançamentos destas ferramentas e pergunto sobre os processos que estão conclusos para sentença há muito tempo. Como ficará neste caso? O que a Corregedoria pode fazer?”, questionou o advogado.
O presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, reforçou a necessidade de uma mudança cultural. “A judicialização como um caminho a ser evitado na busca da celeridade é tema de um mestrado que estou fazendo. Por mais eficiente que fosse o Poder Judiciário. Digamos que seja algo ideal. Quantas vezes foram marcadas audiências e a parte adoeceu, ou não foi localizada? É utopia dizer que o Poder Judiciário trará celeridade e eficácia a tudo. Os problemas são muito mais complexos. O que estou dizendo não tira a legitimidade das reclamações. Mas devemos buscar alternativas. Você pode dentro do seu escritório de Advocacia conduzir a uma decisão que agrade às partes”, considerou o magistrado.
Homenagem – O advogado João Gualberto Nogueira exerceu o cargo de presidente da Primeira Subseção da OAB de Rondonópolis entre os anos de 1987 e 1989. Ele era pai do corregedor, José Zuquim Nogueira. A Homenagem foi entregue pela vice-presidente da Subseção, Alessandra Cardoso. “Eu pedi pra fazer a entrega desta placa ao senhor corregedor, pois sei de sua ligação com seu pai e que ele foi um grande amigo de meu pai e advogou para minha família. Temos ótimas lembranças e foi um advogado que muito nos honrou“, disse a vice-presidente.
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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.
Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.
Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte.
O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite.
Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual.
Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.
Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.
Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária.
Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.
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