POLÍCIA
Polícia Civil promove sarau com participação de artistas regionais e mulheres que venceram ciclo de violência
POLÍCIA
Assessoria/Polícia Civil-MT
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Em homenagem ao mês da mulher, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá planejou para março o evento “Sarau Cuiabano Mulher”, que contará com a presença de diversos artistas regionais, além de feira com produtos de várias mulheres pequenas empreendedoras que venceram o ciclo de violência.
O evento idealizando com o objetivo de englobar toda a sociedade cuiabana em torno da temática “Ser Mulher” será realizado no dia 11 de março, das 17 às 21 horas, no pátio da Delegacia da Mulher de Cuiabá, localizada na Avenida Carmindo de Campos, nº 2109.
O Sarau Cuiabano Mulher busca reunir no espaço da delegacia, a arte e cultura cuiabana, além de estimular mulheres vítimas de violência que estão tentando reconstruir e dar um novo caminho para suas vidas.
A delegada da DEDM Cuiabá, Jozirlethe Magalhães Criveletto, ressaltou que a ideia é fazer um evento que reúna a arte e a cultura em forma de música, poesia, dança e mais variados tipos de produtos comercializados por mulheres artesãs, pequenas empreendedoras e mulheres indígenas, muitas delas, vencedoras do ciclo de violência ou de outras formas de violência contra a mulher.
“É uma oportunidade para que cada uma dessas mulheres possam expor seus talentos, seu negócio e sua arte. Para o público, uma oportunidade de poder prestigiar e encorajar essas grandes mulheres que precisam do apoio de todos e todas para reescreverem sua história e alavancarem seus empreendimentos”, destacou a delegada.
Para realização do evento, a Delegacia da Mulher de Cuiabá conta com o apoio de vários parceiros na implantação da estrutura para que o Sarau aconteça, além da colaboração de grandes artistas que se apresentarão gratuitamente para promover um evento inesquecível para toda sociedade cuiabana.
Entre os artistas que estarão presentes no evento estão: os cantores regionais Pescuma, Maria Moraes, Bruna Cortes, Josi Crispim, e Daniel de Paula; apresentação de dança do ventre com Natacha Said e Natália Alves; poesia por Célia Mônica, além da apresentação do Grupo Musical da Polícia Militar e Orquestra da FIEMT.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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